quinta-feira, 30 de maio de 2013

Lições no deserto.

Texto: Deuteronômio 8.1-5
Introdução
Significado de deserto, segundo os dicionários: Lugar desabitado, árido, sem água.
Imagine 2 milhões de pessoas, incluindo crianças, vivendo num lugar desses durante quarenta anos – FAZER UM RESUMO DA PEREGRINAÇÃO DO POVO DE ISRAEL NO DESERTO.
Às vezes parece que estamos vivendo no deserto. Temos então que aprender algumas lições com o povo de Israel.


I – O deserto não é um lugar definitivo

Quarenta anos o povo de Israel passou no deserto, porém o objetivo era a conquista da terra prometida.

CONTEXTUALIZAÇÃO: Almejamos o céu, nossa terra prometida, o nosso repouso (Hebreus 4.9). Porém para chegarmos lá é preciso:

1. PREPARAÇÃO: Ver Josué 1.10
Os israelitas teriam que levar provisão para a jornada. Precisavam estar bem alimentados. Encontramos o alimento espiritual na Palavra de Deus.
Deus fala através do Profeta Amós: “Prepara-te ó Israel para te encontrares com o teu Deus”. Amós 4.12b – ÊNFASE: Não é aos “de fora” que Deus está falando, mas ao seu povo.

2. VIDA DE SANTIFICAÇÃO: Ver Josué 3.5
Santificação é separação do mundo, isto é do pecado. A conquista da terra só foi possível depois que os israelitas se purificaram das contaminações prescritas na Lei. Temos na Bíblia, tanto no VT como no NT vários textos que nos exortam a viver em santificação. Eis alguns: Salmo 24.3-4 – Hebreus 12.14 – Tiago 1.27 – ÊNFASE: Não é suficiente ser religioso, mas é preciso abster-se do pecado.


3. VIDA DE CONSAGRAÇÃO: Ver o Capítulo 5 de Josué
A circuncisão representava a consagração do povo a Deus. No tempo da Graça, consagração é dedicação total de nossa vida a Deus. É preciso circuncidar o coração. ÊNFASE: A circuncisão era um sinal externo do compromisso com Deus. Não precisamos mais de rituais religiosos, pois o que Deus deseja é um coração quebrantado. Ver Salmo 51.17.
APLICAÇÃO: Se você parece estar vivendo no deserto, lembre-se que o deserto é o lugar de preparação para conquista da terra prometida.

II – No deserto Deus não nos abandona


Deus estava presente no deserto seja na nuvem (de dia), seja na coluna de fogo (à noite). O clima no deserto chega a temperaturas insuportáveis. Durante o dia chega a níveis altíssimos. A nuvem seguia os israelitas para amenizar o calor. À noite a temperatura cai a níveis insuportáveis. A coluna de fogo servia tanto para iluminar como para aquecer.

CONTEXTUALIZAÇÃO: A presença de Deus em nossa vida é suficiente para nos proteger das intempéries da vida. Todavia é preciso:

1. CLAMAR: Ver Jeremias 33.3
Clamar por socorro, nos momentos de angústia. No deserto. ÊNFASE: Davi clamou por socorro e o Senhor o livrou do “Poço de lama e perdição”. Salmo 40

2. FUGIR: Ver II Timóteo 2.22
Todos, independente de idade, temos que fugir do pecado. ÊNFASE: Fugir do pecado antes de ser covardia é sinal de temor a Deus. Exemplo: José Diante da mulher de Potifar.

3. OBEDECER: Ver I Samuel 15.22
Deus não está interessado em nosso serviço religioso apenas ritualista, mas deseja obediência aos seus mandamentos. ÊNFASE: Deus rejeita o culto ritualista do povo de Israel, como denuncia o Profeta Isaias.

APLICAÇÃO: Se você está passando pelo deserto, lembre-se que Deus é fiel e nunca vai te abandonar. É dela a promessa: “Nunca te deixarei e jamais te abandonarei".

III – Deus supre as nossas necessidades no deserto 

Durante quarenta anos o Senhor proveu comida, água, roupa e calçado para o povo. Verdadeiros milagres aconteceram no meio do povo de Israel.

CONTEXTUALIZAÇÃO: No campo espiritual Deus coloca a nossa disposição todo o suprimento para nos tirar do deserto. Use o armamento:

1. A PALAVRA: Ver Salmo 1.1-2
É por meio da leitura e meditação da Palavra que Deus fala conosco.
ÊNFASE: Foi pela Palavra que Jesus venceu a tentação no deserto.

2. A ORAÇÃO: Ver Mateus 7.7-8
É por meio da oração que falamos com Deus. Jesus garante que Deus ouve e responde as nossas orações. ÊNFASE: Jesus gastou mais tempo orando do que ensinando sobre oração.

3. A COMUNHÃO: Ver Salmo 133
O texto lembra o tabernáculo, local do culto naquela época.
ÊNFASE: É falta grave abandonar a congregação – Ver Hebreus 10.25

CONTEXTUALIZAÇÃO: Hoje temos o templo, onde a igreja se reúne para a adoração e a comunhão. Aqui o Senhor ordena a bênção.

CONCLUSÃO
Se você está passando pelo deserto, creia que Deus está te preparando para conquistas. Não desanime, pois a terra prometida, a nova Canaã é logo ali.
 
Extraido de lições no deserto.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Igreja, Olhe para as Oportunidades e não para os Obstáculos.



TEMA: IGREJA, OLHE PARA AS OPORTUNIDADES E NÃO PARA OS OBSTÁCULOS

INTRODUÇÃO

1. Jesus envia cartas às sete igrejas da Ásia. Para duas igrejas Jesus só tinha elogios: Esmirna e Filadélfia. Para quatro igrejas Jesus tinha elogios e críticas: Éfeso, Pérgamo, Tiatira e Sardes. Para uma igreja Jesus só tinha críticas: Laodicéia.

2. Nessas cartas Jesus revela que ele não vê a igreja com os mesmos critérios que vemos. As igrejas nem sempre são o que aparentam ser. Há gritantes contrastes quando as igrejas estão sob o olhar perscrutador de Jesus:
a) Éfeso era uma igreja ortodoxa, mas sem amor.
b) Esmirna era uma igreja pobre diante dos homens, mas rica aos olhos de Jesus.
c) Pérgamo era o lugar onde estava o trono de Satanás, mas Antipas está pronto a morrer como mártir por amor a Cristo.
d) Tiatira a igreja se torna mundana como a cidade, mas uns poucos crentes permanecem fiéis.
e) Sardes tem fama de uma igreja viva, mas aos olhos de Cristo ela está morta, outros estão no CTI espiritual e poucos ainda não se contaminaram.
f) Filadélfia tem pouca força aos olhos do mundo, mas é uma igreja fiel, diante de quem Jesus colocou uma porta aberta.
g) Laodicéia considera-se rica e abastada, mas aos olhos de Cristo é pobre, cega e nua.

3. Filadélfia era a mais jovem das sete cidades. Fundada por colonos provenientes de Pérgamo sob o reinado de Atalo II nos anos de 159 a 138 a. C. A cidade estava situada num lugar estratégico, na principal rota do Correio Imperial de Roma para o Oriente. A cidade era chamada a porta do Oriente. Também era chamada de pequena Atenas, por ter muitos templos dedicados aos deuses. A cidade estava cercada de muitas oportunidades.

4. Átalo amava tanto a seu irmão EUMENES que apelidou-o de "philadelphos" = o que ama a seu irmão, que deu esse nome à cidade.

5. Para esta jovem igreja Jesus envia esta carta e nos ensina várias lições.

I. JESUS NÃO SÓ CONHECE A IGREJA, ELE TAMBÉM CONHECE A CIDADE ONDE A IGREJA ESTÁ INSERIDA
• A mensagem de Jesus à igreja é contextualizada. Jesus conhecia a igreja e a cidade. Ele fazia uma leitura das Escrituras e também do povo. Sua mensagem era absolutamente pertinente e contextualizada. Ele falava uma linguagem que o povo podia entender. Ele criava pontes de comunicação:
• Precisamos conhecer a Bíblia e conhecer a cidade onde estamos. Precisamos conhecer a mensagem e conhecer o povo para quem ministramos. Precisamos interpretar as Escrituras e a congregação, que participamos. As estratégias que são boas para uma cidade podem não ser pertinentes para outra. Os métodos usados num bairro podem não ser adequados para outro. Precisamos ousar mudar os métodos sem mudar o conteúdo do evangelho.

1. A cidade foi fundada para ser uma porta aberta de divulgação da cultura e do idioma grego na Ásia
• Átalo criou a cidade para ser embaixadora da cultura helênica, missionária da filosofia grega, mas Cristo diz para a igreja que ele colocou uma porta aberta diante da igreja para ela proclamar não a cultura grega, mas o evangelho da salvação.

2. A cidade foi castigada por vários terremotos e as pessoas viviam assustadas pela instabilidade
• Existiam muitos terremotos e grandes tremores de terra na cidade de Filadélfia. Muitos viviam em tendas fora da cidade. Paredes rachadas e desabamentos eram coisas comuns na cidade. Era uma região perigosamente vulcânica. O terremoto do ano 17. d.C, que destruiu Sardes, também atingiu Filadélfia. Mas para a igreja assustada com os abalos sísmicos da cidade, Jesus diz: "Ao vencedor, fá-lo-ei coluna no santuário do meu Deus, e daí jamais sairá..." (v. 12).

3. A cidade foi batizada com um novo nome depois de sua reconstrução
• Por volta do ano 90 d.C, com a ajuda imperial, Filadélfia tinham sido completamente reconstruída. Em gratidão passaram o nome da cidade para NEOCESARÉIA - a nova cidade de César. Mais tarde, no tempo de Vespasiano, a cidade voltou a trocar de nome, FLAVIA, pois Flávio era o apelido do imperador. Jesus então, aproveita esse gancho cultural para falar à igreja que os vencedores teriam um novo nome: "... gravarei sobre ele o nome do meu Deus, o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém que desce do céu, vinda da parte do meu Deus, e o meu novo nome" (v. 12). A igreja terá o nome de Deus nela gravado e não o nome de César.

II. JESUS NÃO APENAS CONHECE A IGREJA, ELE SE APRESENTA COMO SOLUÇÃO PARA OS PROBLEMAS QUE ATINGEM A IGREJA
1. Para uma igreja perseguida pelos falsos mestres, Jesus se apresenta como o Santo e o Verdadeiro - v. 7
• Jesus não apenas se apresenta como Deus, mas destaca que ele é separado, possui santidade absoluta em contraste com os que vivem em pecado. Cristo é santo em seu caráter, obras e propósitos. Ele não é a sombra da verdade, é sua essência. Ele é Deus confiável, real em contraste com os que mentem (v. 9). Ele não é uma cópia de Deus. Ele é o Deus verdadeiro. Havia centenas de divindades naqueles dias, mas somente Jesus poderia reivindicar o título de verdadeiro Deus.
• Ainda hoje há seitas que se consideram os únicos salvos e os únicos fiéis que servem a Deus e não ousam atacar os crentes. Mas esses mestres mentem. Com eles não está a verdade. Devemos olhar não para suas palavras insolentes, mas para o Senhor Jesus que é santo e verdadeiro.

2. Para uma igreja sem forças aos olhos do mundo, Jesus a parabeniza pela sua fidelidade - v. 8
• A igreja tem pouca força, talvez por ser pequena; talvez por ser formada de crentes pobres e escravos; talvez por não ter influência política e social na cidade, mas ela tem guardado a Palavra de Cristo e não tem negado o seu nome.
• A igreja era pequena em tamanho e em força, mas grande em poder e fidelidade. Deus na verdade escolhe as coisas fracas para envergonhar as fortes. Sardes tinha nome e fama, mas não vida. Filadélfia não tinha fama, mas tinha vida e poder.
• A igreja tinha pouca força, mas Jesus colocou diante dela uma porta aberta, que ninguém pode fechar. A igreja é fraca, mas seu Deus é onipotente. A nossa força não vem de fora nem de dentro, mas do alto.

3. Para uma igreja perseguida e odiada pelo mundo, Jesus diz que ela é a sua amada - v. 9
• Os judeus diziam que os crentes não eram salvos, porque não eram descendentes de Abraão, e por isso, não tinham parte na herança de Deus (v. 9). Mas Jesus diz que não é a igreja que vai se dobrar ao judaísmo, mas os judeus é que reconhecerão que Jesus é o Messias e virão e reconhecerão que a igreja é o povo de Deus e verão que Jesus ama a sua igreja.
• A igreja será honrada. Aqui Cristo está com ela. No céu nós reinaremos com ele e nos assentaremos em tronos para julgarmos o mundo.
• Nós somos o povo amado de Deus, seu rebanho, sua vinha, sua noiva, a sua delícia, a menina dos seus olhos.

4. Para uma igreja que guardou a Palavra de Cristo nas provações. Cristo promete guardá-la das provações que sobrevirão - v. 10
• A igreja foi fiel a Cristo, Cristo a guardará na tribulação. A igreja guardou a Palavra, Cristo guardará a igreja.
• A igreja de Filadélfia não transigiu nem cedeu às pressões. Ele preferiu ser pequena e fiel a ser grande e mundana.
• Hoje muitas igrejas têm abandonado o Antigo Evangelho por outro evangelho, mais palatável, mais popular, mais adocicado; um evangelho centrado no homem, não em Deus.
• Cristo é o protetor da igreja. As portas do inferno não prevalecerão contra ela. Ele é um muro de fogo ao seu redor. Ela é o povo selado de Deus e maligno nem seus terríveis agentes podem tocar na igreja de Cristo. Ela está segura nas mãos do Senhor.
• Castelo Forte: "Se nos quisessem devorar/Demônios não contador/Não nos iriam derrotar/Nem ver-nos assustados".
• Jesus usa nesta carta três símbolos que regem toda a mensagem: uma porta aberta, a chave de Davi, coluna no santuário de Deus. É colocada diante da igreja uma porta aberta que ninguém pode fechar (v. 8). Cristo é chamado como aquele que tem a chave de Davi (v. 7), enquanto o vencedor é feito uma coluna no santuário de Deus (v. 12). Essas três figuras sugerem os três próximos pontos dessa mensagem.

III. JESUS NÃO APENAS CONHECE AS FRAQUEZAS DA IGREJA, MAS COLOCA DIANTE DELA UMA GRANDE OPORTUNIDADE - V. 8

1. A primeira porta aberta é a oportunidade da salvação
• Jesus disse em João 10:9 que ele é a porta da salvação, da liberdade e da provisão. Ele também usou essa figura no sermão do monte: "Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta, e apertado o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela" (Mt 7:13-14).
• Vemos aqui duas portas, e ambas estão abertas: uma abre sobre uma rua larga e cheia de gente que caminha para a destruição, o inferno. A outra porta abre-se para um caminho estreito e escassamente povoado que leva à vida eterna.
• Jesus contrasta dois caminhos, duas portas, dois destinos. Ambas as portas estão abertas e convidando as pessoas. Para entrar na porta estreita é preciso se curvar, não se podem levar bagagem e só pode passar um de cada vez.

2. A segunda porta aberta é a oportunidade da evangelização
• As angústias da cidade, são como que o grito de socorro dos homens, carentes do evangelho. Jesus fala de uma porta de oportunidade para se pregar o evangelho.
• Paulo via a idolatria da cidade de Atenas como uma porta aberta para falar do Deus desconhecido.
• Quando Paulo ficou três anos em Éfeso pregando o Reino ele disse: "se abriu para mim uma porta ampla e promissora" (1 Co 16:9).
• Quando estava preso em Roma, apesar de já ter resultados tão fantásticos, conforme relato de Filipenses 1, ele pede a igreja: "Orem também por nós, para que Deus abra uma porta para a nossa mensagem, a fim de que possamos proclamar o mistério de Cristo...” (Cl 4:3-4).
• A igreja de Filadélfia tinha três problemas para para aproveitar a oportunidade dessa porta aberta:
a) A igreja era muito fraca (v. 8) - congregação pequena, formada de crentes pobres e escravos, fazendo com que tivesse pouca influência sobre a cidade. Mas isso não devia detê-la no evangelismo.
b) Havia oposição à igreja na cidade (v. 9) - Os judeus, chamados por Jesus, sinagoga de Satanás, perseguiu a igreja. No começo os crentes começaram a recuar, então Cristo disse para a igreja: eu coloquei diante de vocês uma porta aberta que ninguém pode fechar. Aqueles que hoje perseguem vocês, virão e se prostrarão diante de vocês e saberão que os amei.
c) A ameaça de futura tribulação (v. 10) - Seria aquele momento apropriado para evangelismo? Não seria um tempo para recolher-se e manter-se seguro, em vez de avançar? Cristo diz não! Ele promete guardar a igreja e a encoraja a cruzar a porta aberta sem medo. Não basta ser um igreja que guarda a Palavra (v. 8). É preciso proclamar a Palavra. Não basta não negar o nome de Cristo (v. 8). É preciso anunciá-lo. Não basta ser uma igreja ortodoxa, é preciso ser uma igreja missionária! Assim como a cidade tinha uma missão ser a missionária da cultura grega, a igreja deveria ser a missionária do evangelho. A porta estava aberta. A porta está aberta, precisamos aproveitar as oportunidades enquanto é dia!

3. Quais são as portas abertas que Jesus tem colocado diante da nossa igreja?
a) Evangelização através da Escola Dominical e dos cultos, convidem seus amigos.
b) Evangelização através de reuniões nos lares. Convide seus amigos para estudar a Bíblia com você.
c) Evangelização através dos encontros de casais.
d) Evangelização através dos meios de comunicação: Televisão, rádio, internet, livros, fitas, Cd's, DVD's, folhetos.
e) Abertura de novas congregações em nossa cidade.

IV. JESUS NÃO APENAS CONHECE AS DIFICULDADES DA IGREJA, MAS DÁ-LHE UMA GRANDE GARANTIA - V.7
1. Jesus tem em suas mãos toda autoridade
• Quem tem as chaves tem a autoridade. Jesus tem não apenas as chaves da morte e do inferno (Ap 1:18), mas também tem a chave de Davi, a chave da salvação e da evangelização.
• Ninguém pode entrar até que Cristo tenha aberto a porta. Nem pode alguém entrar quando ele a fecha. Se a porta é símbolo da oportunidade da igreja, a chave é símbolo da autoridade de Cristo.

2. Jesus tem em suas mãos a chave da salvação
• Ninguém senão Jesus pode abrir a porta da salvação. A chave está na mão de Cristo e não de Pedro. Jesus na verdade disse a Pedra: "Dar-te-ei as chaves do reino dos céus" (Mt 16:19). E Pedro usou-as. Foi por meio da sua pregação que os primeiros judeus foram convertidos no Pentecoste (At 2). Foi mediamente a imposição das suas mãos e de João que o Espírito Santo foi dado aos primeiros crentes samaritanos (At 8). Foi através do seu ministério que Cornélio e sua casa, os primeiros gentios foram salvos (At 10). Pedro de fato abriu o reino do céu para os primeiros judeus, os primeiros samaritanos e os primeiros gentios. Mas as chaves estão agora nas mãos de Jesus.
• A porta da salvação foi e ainda está aberta. Todo aquele se arrepende e crê pode entrar. Mas um dia essa porta será fechada. O próprio Cristo a fechará. Porque a chave que a abriu irá fechá-la novamente. E quando ele fechá-la ninguém poderá abri-la. Tanto a admissão como a exclusão estão unicamente em seu poder.
• Jesus alertou para o perigo das pessoas encontrarem a porta da salvação fechada. Ler LUCAS 13:24-28: "...". É possível uma pessoa ser batizada, participar da comunhão e assim mesmo ficar de fora da porta da salvação.

3. Jesus tem a chave da evangelização
• Precisamos compreender a soberania de Cristo na realização da sua obra. Há portas abertas e portas fechadas. Quando ele abre ninguém fecha e quando ele fecha ninguém abre.
Ninguém pode deter a igreja quando ela pelas portas que o próprio Cristo abriu. Exemplo: Pedro esta preso e ameaçado de morte. Mas o portão de ferro abriu-se automaticamente. Paulo e Barnabé na primeira viagem missionária apesar de serem perseguidos e Paulo apedrejado viram as maravilhas de Deus e relataram à igreja: "reunida a igreja, relataram quantas coisas Deus fizera com eles, e como abrira aos gentios a porta da fé" (At 14:22).
• Cristo tem as chaves e abre as portas. Tentar entrar quando as portas estão fechadas é insensatez. Deixar de entrar quando estão abertas é desobediência.
• Ouvimos hoje um clamor: "Passa a Macedônia e ajuda-nos”. Não podemos deixar nossos ouvidos surdos a esse clamor. Evangelismo é uma tarefa imperativa, intransferível e inadiável.
• Esta igreja tem o projeto de plantar novas igrejas na Costa Oeste de Vitória e em outros bairros. As portas estão abertas!

V. JESUS NÃO APENAS CONHECE A POBREZA DA IGREJA, MAS PROMETE A ELA UMA GRANDE RECOMPENSA E UMA GLORIOSA HERANÇA - V. 12
1. Permaneça firme até a segunda vinda de Cristo - v. 11
• Jesus envia uma telegrama à igreja: "Eis que venho sem demora!" (v. 11). É só mais um pouco e chegará o dia da recompensa. A herança que ele preparou para nós é gloriosa.
• Cristo virá em breve. Não precisamos de nada novo. Precisamos guardar o que temos. Precisamos proclamar o que já possuímos.
• A coroa aqui não é a salvação, mas o privilégio de aproveitarmos as oportunidades de Deus na proclamação do evangelho. Jesus disse para a igreja de Éfeso que se ela não se arrependesse, ele removeria o seu candeeiro, e removeu!

2. O vencedor será coluna no santuário de Deus - v. 12
• Se nos tornarmos peregrinos nessa vida, seremos uma coluna inabalável na próxima. Aqui os terremotos da vida podem nos abalar, mas no céu estaremos tão firmes e sólidos como a coluna do santuário de Deus.

3. O vencedor terá gravado em sua vida um novo nome - v. 12
• Esse novo nome terá o nome de Deus, da igreja, a nova Jerusalém e o novo nome de Cristo. Pertencemos para sempre a Deus, a Cristo e ao seu povo. Viveremos com ele em glória.

CONCLUSÃO
• A porta aberta representa a oportunidade da igreja. A chave de Davi, a autoridade de Cristo. E a coluna do templo de Deus, a segurança do vencedor. Cristo tem as chaves. Cristo abriu as portas. Cristo promete fazer-nos seguros como as sólidas colunas do templo de Deus. Quando ele abre as portas nós devemos trabalhar. Quando ele fecha as portas nós devemos esperar. Acima de tudo, devemos ser fiéis a ele para vermos as oportunidades e não os obstáculos.

• Agora é conosco. As portas ainda permanecem abertas. Cristo convida-nos primeiramente a entrar pela porta da salvação, e em seguida, pela porta do serviço, da evangelização. Igreja, veja as oportunidades e não os obstáculos!



sexta-feira, 17 de maio de 2013

O ÚLTIMO FOLHETO

O ÚLTIMO FOLHETO

O ÚLTIMO FOLHETO

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Todos os sábados à tarde, o pastor e seu filho de 11 anos saíam pela cidade e entregavam folhetos evangelísticos. 
Numa tarde daquele sábado, quando chegou à hora do pastor e seu filho saírem pelas ruas com os folhetos, fazia frio e chovia muito. O menino se agasalhou e disse:
- Ok, papai, estou pronto.
- Pronto para quê? – perguntou o pai.
- Está na hora de juntarmos os nossos folhetos e sairmos.
- Filho, está muito frio e também está chovendo – argumentou o pai.
O menino olhou para o pai surpreso e perguntou:
- Mas, pai, as pessoas não vão para o inferno até mesmo em dias de chuva?
- Filho, eu não vou sair com estas condições.
Triste, o menino pediu:
- Pai, eu posso ir? Por favor!
 O pai hesitou por um momento e depois disse:
- Filho, você pode ir. Aqui estão os folhetos.
Então ele saiu no meio daquela chuva pelas ruas da cidade de porta em porta entregando folhetos evangelísticos. Depois de caminhar por um bom tempo ele estava todo molhado, mas faltava ainda um último folheto.
Ele parou na esquina e procurou por alguém para entregar o último folheto, mas as ruas estavam totalmente desertas. Então ele se virou em direção à primeira casa que viu e caminhou até a porta e tocou a campainha, mas ninguém respondeu. Ele tocou de novo, e nada. Ele esperou, mas não houve resposta. Finalmente, se virou para ir embora, mas algo o deteve. Mais uma vez, ele se virou para a porta, tocou a campainha e bateu na porta bem forte. Ele esperou, alguma coisa o fazia ficar ali, ele tocou de novo e desta vez a porta se abriu bem devagar.
De pé na porta estava uma senhora idosa com um olhar muito triste que lhe perguntou:
- O que eu posso fazer por você, meu filho?
Com olhos radiantes e um largo sorriso o pequeno menino respondeu:
- Senhora, me perdoe se eu estou perturbando, mas eu gostaria de lhe entregar o meu último folheto. Ele contém uma linda mensagem sobre JESUS e seu grande AMOR.
Ao se virar para ir embora a mulher disse:
- Obrigada, meu filho!!! E que Deus te abençoe!!!
No dia seguinte, domingo, a igreja estava reunida, e o pai do garotinho, pastor da igreja, perguntou aos presentes:
- Alguém tem um testemunho ou algo a dizer?
Na última fila, uma senhora idosa se pôs de pé e começou a falar:
- Ninguém me conhece nesta igreja. Eu nunca estive aqui. Meu marido faleceu a algum tempo deixando-me totalmente sozinha neste mundo. Ontem à tarde, eu tomei a decisão de dar um fim à minha vida, eu não tinha mais esperança ou vontade de viver. Então, eu peguei uma corda e a amarrei nas madeiras do telhado de minha cozinha, subi na cadeira e coloquei a outra ponta da corda em volta do meu pescoço. De pé naquela cadeira, eu estava a ponto de saltar, quando, de repente, o toque da campainha me assustou. Eu pensei: Vou esperar um minuto e quem quer que seja irá embora. Eu esperei e esperei, mas a campainha parecia tocar cada vez mais alta e era mais insistente; depois a pessoa que estava tocando também começou a bater bem forte. Eu pensei: Quem neste mundo pode ser? Ninguém toca a campainha da minha casa ou vem me visitar. Eu afrouxei a corda do meu pescoço e segui em direção à porta, enquanto a campainha soava cada vez mais alta. Quando eu abri a porta e vi quem era, eu mal pude acreditar, pois na minha varanda estava um menino com um lindo sorriso, e ele exclamou: Senhora, eu só vim aqui para entregar este folheto que tem uma linda mensagem de Jesus Cristo e Seu amor. Eu fechei a porta e atenciosamente li cada palavra do folheto e resolvi não dar fim a minha vida, afinal de contas, Deus me ama de uma forma muito especial e está comigo todos os dias. No verso do folheto estava o endereço desta igreja, e eu vim aqui pessoalmente para dizer obrigado ao menino que Deus usou, para me comunicar tão linda mensagem, e me livrar de uma eternidade no inferno.
Na igreja, neste momento, não havia quem não tivesse lágrimas nos olhos, gritos de louvor, adoração e honra ao Senhor eram ouvidos por todos os lados. O pai do menino desceu do altar, e foi em direção ao seu filhinho, o abraçou e chorou copiosamente.
Provavelmente nenhuma igreja teve um momento tão glorioso como este, e, certamente nunca se viu um pai tão feliz por causa do seu filho.
Querido(a) irmão(ã), leitor(a) deste texto, lembre-se que a mensagem do evangelho de Jesus Cristo pode fazer um milagre na vida de uma pessoa, portanto não tenha medo ou vergonha de compartilhá-la, você é o instrumento que Deus quer usar para comunicar do Seu amor ao homem sem vida e sem esperança, portanto disponha-se agora e seja uma bênção!!!

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

O SEGREDO DO SUCESSO.

Tema: ESPERANÇA.

II Reis 6.8-23

-Introdução: O rei da Síria combatia o povo de Israel e tinha muito mais condições de vencer. Contudo, toda vez que tentava uma emboscada para pegar o povo de Deus de surpresa, algo acontecia que eram preparados e fugiam a tempo.
Foi aí que o rei da Síria procurou saber se alguém estava o traindo revelando seus projetos de guerra para os inimigos. Parecia que tudo o que o rei da Síria fazia não dava certo e tudo colaborava para o povo de Israel.
Em nossas vidas vivemos em muitas batalhas e precisamos buscar sucesso em todos os empreendimentos. Em sua vida as coisas estão dando certo ou errado? Muitas pessoas estão como o rei da Síria, tudo o que faz dá errado. Outros, semelhantes ao povo de Israel, veem seu caminho ser aberto por onde passar.
 

PREZADO LEITOR.   EU TE PERGUNTO. QUAL É O SEGREDO DO SUCESSO?

Vamos aprender com a experiência do povo de Deus como ter sucesso:

1- Ouvir o que Deus fala: v.8-12
Quando o rei da Síria perguntou seus soldados se alguém estava contando seus planos de guerra, ficou sabendo que o profeta Eliseu recebia revelação de Deus sobre tudo o que projetava contra seu povo. Deus revelava ao profeta primeiro para preparar seu povo, pois “certamente, o SENHOR Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas” (Amós 3.7). Para o rei da Síria isto era algo impossível, mas para Deus e para seu povo era algo natural.
Muitas pessoas sofrem por ouvir conselhos errados ou por ignorar bons conselhos. Na verdade, se for ver tudo o que os outros dizem, não chegamos a lugar algum. Mesmo assim podemos confiar em conselhos de servos de Deus sensíveis a ouvir ao Senhor. O Espírito Santo revela a vontade de Deus ao nosso coração “quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele” (Isaías 30.21).
Para ter sucesso é preciso primeiro ouvir a Deus. Ele é nosso conselheiro por excelência. Deus sabe de todas as coisas e pode ser nosso melhor orientador. Ele é o defensor principal que precisamos para vencer. Quem não ouve a Deus, não alcança sucesso na vida. O cristão deve procurar ouvir a voz de Deus todos os dias até que isto se torne algo natural em sua vida.
Você tem ouvido a Deus antes de tomar suas decisões?
Para ter sucesso, primeiro ouça o que Deus diz!
                              
2- Ver o que Deus mostra: v.15-17
Quando o rei da Síria mandou seu exército prender Eliseu, o jovem Geasi, ao sair á porta ficou apavorado ao ver o número de soldados cercando a casa. Mas Eliseu já via os anjos de Deus acampados ao seu redor (Salmos 34.7).  Então Eliseu pediu ao Senhor que abrisse os olhos de Geasi e este viu que um exército celestial os protegia. Depois Eliseu pediu ao Senhor para cegar os seus inimigos e mais tarde pediu a Deus para lhes devolver a visão.
Geasi não conseguia enxergar com os olhos da fé. Por isso Eliseu ourou a Deus para lhe abrir a vista. Eliseu tinha uma visão espiritual tão aguçada que sabia que Deus pode abrir e fechar os olhos de quem quiser. Então pediu ao Senhor também para fechar os olhos de seus inimigos.
Em nossas batalhas, se formos olhar as dificuldades e barreiras, não conseguimos ir adiante. Precisamos pedir ao Senhor que “desvia os meus olhos, para que não vejam a vaidade, e vivifica-me no teu caminho” (Salmos 119.37). Também precisamos pedir a Deus visão espiritual para enxergar sua vontade e perceber as possibilidades de vitória, pois “nós andamos por fé e não por vista” (II Coríntios 5.7).
Se você é uma pessoa que vê muitas dificuldades, comece a pedir a Deus que lhe mostre a visão Dele para sua vida como Jesus mandou seus discípulos “erguei os olhos e vede” (João 4.35). Sempre antes de cumprir uma promessa, Deus mandava homens com o Abraão e Moisés contemplar sua vontade.
Você tem visto a vontade de Deus para sua vida?
Para ter sucesso, contemple o que Deus mostra!
3- Falar o que Deus ensina: v.18-22
Eliseu era um profeta de Deus e sabia que precisava falar apenas o que Deus colocasse em seus lábios. Se dissesse algo que Deus não ensinou, isso não daria certo, mas se obedecesse à Palavra de Deus seria bem sucedido. Por isso tudo o que Eliseu falava funcionava e o rei da Síria tinha todos os seus planos frustrados.
Tudo foi criado pela Palavra de Deus (Hebreus 11.3) então a Palavra do Senhor tem poder sobrenatural. Devemos sempre “de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido (Josué 1.8). O centurião creu no poder da Palavra de Jesus e com sua ordem o milagre aconteceu (Mateus 8.8).
Antes de dar uma resposta para alguém é importante procurar saber qual a orientação das Escrituras e lembrar de cumprir como Jesus ensinou “seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno” (Mateus 5.37). Então devemos parar de reproduzir o que os outros dizem e até mesmo as próprias opiniões para declarar o Deus deseja para nossas vidas. Não importa o que os outros dizem e sim o que a Bíblia diz.
Você tem dito o que Deu te ensina?
Para ter sucesso, fale o que Deus ensina!
4- Fazer o que Deus manda: v.23
Eliseu não fazia nada sem a ordem de Deus e quando o Senhor lhe orientava, seguia à risca tudo que era ordenado. Depois que já tinha ouvido o que Deus diz, visto o que mostrou e dito o que o Senhor ensinou, chegou a ora de fazer o que Deus manda.
Se Eliseu fosse fazer sua vontade ou do rei de Israel, aproveitaria a oportunidade para se vingar de seus inimigos. Mas seguiu a ordem de Deus e não prejudicou os sírios. Pelo contrário, mandou servir alimento e água para eles e o rei de Israel foi mais longe preparando um banquete para seus inimigos.
Imagino os soldados sírios chegando em sua terra e contando tudo para seu rei. Desde que ficaram cegos e quando se abriram seus olhos já estavam  no meio de Samaria, cercados pelo povo de Israel e ‘esbabacados’ com tudo. Depois ainda foram prestigiados com um banquete oferecido pelo rei. Deste modo a guerra acabou.
Eliseu fez três coisas que Deus manda:

-Perdoar: “Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens” (Romanos 12.17).

-Não vingar: “não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor” (Romanos 12.19).

-Amar inimigos: “se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça (Romanos 12.20).
Muitas pessoas quando têm a oportunidade de pegar seus inimigos, não perdoam e se vingam. Vingança não é só violência, quando você fala do próximo porque falou de você, isso também é vingar. Outras pessoas, além de não perdoar, não fazem o bem para seus inimigos como demonstração de amor que Jesus ensinou (Mateus 5.44).
Se você quer prosperar em sua vida e ter sucesso, comece perdoando quem te ofendeu (Mateus 6.14), faça um propósito de nunca se vingar quando estiver por cima e ajudar mesmo quem te prejudicou quando você precisou de ajudar.
Você tem feito oque Deus manda ou se vinga?
Para ter sucesso, faça o que Deus manda!
Deus tem a chave do Sucesso!
-CONCLUSÃO:
O segredo do sucesso de Eliseu e do povo de Israel foi:
         -ouvir o que Deus diz;
         -ver o que Deus mostra;
-falar o que Deus ensina;
-fazer o que Deus manda.
O povo de Israel teve sucesso porque a vontade de Deus foi realizada. A guerra terminou em paz e mesmo sem combate saíram vitoriosos. Talvez eles mesmos nem entendessem, mas obedeceram e tiveram a vitória.
Como servos de Deus, certamente é da vontade de Deus que sejamos bem sucedidos, mas para isso precisamos fazer a coisa certa. Não adianta nada confiar em Deus e fazer tudo errado, mas “confia no Senhor e faze o bem” (Salmos 37.3). Como filhos de Deus, precisamos aprender a seguir a vontade de Deus por que “nós temos a mente de Cristo” (I Coríntios 2.16).
Você quer ser bem sucedido?
Obedeça à vontade de Deus e tudo vai dar certo! (Fonte da Mensagem http://www.esbocosermao.com/2012/08/o-segredo-do-sucesso.html#more)

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

O Espírito do novo Homem e a Adoração Verdadeira

Quando pensamos em adoração a Deus, geralmente imaginamos algo que emana de nós a fim de expressarmos louvor às qualidades de Deus. Seja na música, serviço, oração ou outra forma de expressarmos adoração, pensamos que louvor é próprio de nós. A pergunta é: A adoração verdadeira é produzida pelo homem e dada, com os devidos merecimentos, ao único Deus vivo e verdadeiro? Será essa a verdadeira adoração que Deus deseja receber do homem?


O Espírito do novo Homem e a Adoração Verdadeira

  O homem espiritual (I Cor 2:15; 15:46) é feito espírito vivificado através da obra do último Adão (I Cor 15:45). O último Adão é do céu e é espírito vivificante (I Cor 14:45-47). O pecador arrependido e crente em Cristo pela fé, é feito um homem novo e espiritual. Este homem novo pode adorar o Senhor em espírito verdadeiramente. Pode ser uma nova criatura, este homem novo é adotado na família de Deus, feito filho de Deus (Gal 4:5; I João 3:1,2) amigo (João 15:15) e nunca mais pode ser separado de Deus (Efés 2:14). Este novo homem está com entendimento espiritual (I Cor 2:15), é espiritualmente vivo (João 3:16; 10:28; Efés 2:1) e não pode pecar (I João 5:18). Todas essas bênçãos espirituais nos lugares celestiais estão confirmadas por Jesus Cristo (Efés 1:3; João 3:16). O Espírito de Deus habita no corpo desse homem que foi feito novo (I Cor 6:19; II Cor 6:16) e faz com que ele seja agradável a Deus por Jesus Cristo (Efés 1:6). O cristão, que é vivificado espiritualmente, é chamado um novo homem (Efés 4:24) e tem um homem interior (Rom 7:22). Esse novo homem é criado por Deus em verdadeira justiça e santidade (Efés 4:24; Col. 3:10). É assim que os Cristãos podem adorar a Deus corretamente "em espírito".
O pecador regenerado no seu espírito tem prazer na lei de Deus (Rom 8:22) e anseia ser obediente a Deus, pois é feito conforme a imagem de Cristo que foi obediente em tudo (Rom 8:29; João 17:4; Fil. 2:8). Esta nova criatura é evidenciada pelos desejos santos e ações de obediência. Pela nova natureza feita por Deus, através de Jesus Cristo pelo Espírito Santo, os frutos da santidade serão vistos (Gal 5:22; Efés 4:24). Os frutos desta santidade são separação de tudo o que é imundo (Sal 97:10; 119:104; Prov. 8:13) para viver em obediência à Palavra de Deus (Efés 2:8-10). A adoração verdadeira consiste em uma vida separada do mundo e uma crescente obediência à Palavra de Deus.
Resumo: A adoração "em espírito" é muito mais que um cântico bem cantado, ou uma aparência de santidade, uma concordância de observar uma lista de regras para a vida, ou um sentimento de bem estar. A adoração "em espírito" é um estilo de vida para com Deus, que deseja ser conforme o Seu Filho. Esse estilo de vida espiritual resulta em uma apresentação dos nossos corpos em sacrifício vivo para expressar pública e continuamente uma vida santa e agradável a Deus (Rom. 12:1,2; Gal. 2:20).
Estás com o principal de uma vida espiritual, o Cristo? Somente com Ele seremos agradáveis a Deus. Somente por Ele temos o espírito vivificado pelo qual Deus deseja ser adorado.
Como o Cristão Adora "Em Espírito"
Por ter o Cristão um espírito vivificado e ainda ter o pecado nos seus membros da carne, há conflitos. Uma natureza deseja os prazeres da carne e batalha contra a outra que vive segundo a justiça e santidade (Rom 7:23,24). Tentações vêm ao crente através da sua carne (I Cor 10:13; Tiago 1:13-15). A vitória sobre essas tentações é por Jesus Cristo pelo espírito vivificado (Rom. 7:25; I João 4:4). O crente é justificado eternamente por Jesus Cristo (João 3:16; 10:28,29; Heb 9:12, "eterna redenção"), mas vive confessando seus pecados para ser purificado no seu viver no mundo (I João 1:9; Prov. 4:18).
Só o que é produzido do alto é aceito por Deus, pois o que o homem natural produz é sujo. Para podermos adorar a Deus verdadeiramente, tem que ser "em espírito", pois é este que é movido e feito por Deus no crente. Só aquele que é separado do mundo, é obediente à Palavra de Deus. A adoração, que é baseada nas emoções da carne, e movida pelas maneiras e métodos extra-bíblicos (os métodos inventados pelos homens que não são apoiados pela Bília) ou anti-bíblicos (os métodos inventados pelo homem que são contrários aos princípios da Bíblia), mesmo que sejam dirigidos a Deus, é uma adoração vã e não aceita por Deus, pois não foi produzida por Ele. O que Deus aceita é feito por Ele e é evidenciado pela santidade, silêncio, temor e por uma obediência crescente (Sal 97:10; Hab. 2:20; Mat. 7:21; Rom 8:27; Fil. 1:6; 2:13).
O homem que cultiva uma sensibilidade ao temor de Deus nos seus pensamentos, na fala, na vestimenta, no estudar, no trabalhar e no adorar e é levado a obedecer a Palavra de Deus onde quer que seja, no lar, na sociedade ou na igreja, esse é o homem que adora Deus "em espírito".
A adoração que agrada a Deus não é produto dos esforços do homem natural mas é fruto do Seu Espírito que está no homem novo. Isso é o que significa "adorar em espírito".
Parte II – "Em Verdade"
O que é a Adoração "Em Verdade"?
Mesmo que este estudo sobre a adoração verdadeira seja dividido em dois pontos ("em espírito" e "em verdade") devemos entender que não existe um sem o outro. Importa a Deus que os que O adoram O adorem tanto "em espírito" quanto "em verdade" (João 4:24). Se procuramos adorar o Senhor em só um ponto, estamos adorando incorretamente. Mas estes dois pontos podem, para maior clareza, ser estudados separadamente.
Não Existe Adoração Verdadeira sem a Verdade
O homem sempre precisa de um equilíbrio. Por ter o homem Cristão as duas naturezas, (uma pecaminosa e uma santa, Gal. 5:17), a influência que a natureza pecaminosa pode exercer no crente precisa ser sempre lembrada. Por esta razão existem tantos versículos na Bíblia sobre a necessidade do Cristão ser vigilante e sóbrio (I Tess 5:6; I Ped 5:8), despertado do sono (Rom 13:11-14) e ser espiritual (Mat. 26:41; Gal 5:16,17,24-26; Efés 5:14-21). Também, por ter um inimigo astuto, cheio de ardis (Gên. 3:1; II Cor 2:10,11; Apoc 12:9), incansável (I Ped 5:8), que arma lutas espirituais contra nós (Efés 6:11,12) precisamos de um alicerce forte, o qual possa nos restabelecer nos conflitos espirituais.
A Palavra de Deus é o equilíbrio em que o Cristão precisa. Ela é a verdade que santifica (João 17:17), é mui firme, e, portanto, devemos ser atentos a ela (II Pedro 1:19). As Escrituras Sagradas foram dadas pela inspiração do Espírito Santo e não produzidas por vontade de homem algum (II Pedro 1:20,21) e, por isso, nos preparam perfeitamente para toda a boa obra, inclusive a adoração (II Tim. 3:17). A Palavra de Deus é viva e, portanto, eficaz em todas as épocas e para todos os povos a fim de dirigi-los ao que agrada à Deus (Heb 4:12). O equilíbrio de que o Cristão precisa no meio da mentira e engano sagaz que opera ao redor dele (Heb 12:1; Efés. 6:12) é a Palavra de Deus (Sal 119:105). Ela é o que nos aperfeiçoa para a defesa (Efés 6:13-17), a resistência (I Ped 5:9) contra todas as astutas ciladas do diabo e de todo o engano dos nossos próprios corações (Sal 119:130; I Tim 3:16,17). É pela verdade que os espíritos são provados (I João 4:3; I Tim 4:1) e não pelos pensamentos manipuláveis ou emoções enganadoras da natureza humana. De fato, a Bíblia é a única regra de fé e ordem para o crente e isso vale também para o assunto de adoração. Não há adoração verdadeira quando a Palavra de Deus não é cuidadosamente obedecida, tanto na sua letra quanto no seu espírito.
A Palavra de Deus leva o Cristão à imagem de Cristo para poder adorar "em verdade". O Cristão que adora "em verdade" conforma-se com Cristo, pois Cristo é a própria Verdade (João 14:6). O que Deus produz por Seu Espírito traz a lembrança, tudo o que Cristo ensinou (João 14:26) e que verdadeiramente testifica Cristo (João 15:26). O Espírito do Senhor, pela Palavra de Deus, transforma-nos, de pouco em pouco, EM imagem de Cristo (II Cor. 3:18). A adoração verdadeira nunca pode agir contrária aos ensinamentos de Cristo ou exemplificar outra vida se não a de Cristo. A adoração verdadeira deve ser "em verdade", e Cristo é a verdade. Tudo que agrada a Deus deve ser em conformidade com Seu Filho, pois pelo Filho o Pai é comprazido (Mat. 3:17 ; 17:5). Tanto mais em conformidade à imagem de Cristo, mais perfeita é a nossa adoração. Deus não procura invenções sinceras ou espertas com que o homem qualquer possa se empolgar em manifestar, mas Ele se compraz em Cristo (Mat. 17:4,5). Deus não se contenta nem um pouco com aquela adoração que é movida pelo raciocínio de homens bem intencionados, mas isentos da verdade (João 18:10,11). Deus somente se contenta com aquela adoração que bebe fundo em obediência ao cálice que Ele dá. Deus não é agradado em nenhuma maneira pela compaixão humana que não é dirigida pela verdade da Palavra de Deus. Deus se agrada naquilo que nos torna iguais a Cristo, naquilo que entenda as coisas que são de Deus (Mat. 16:21-23; I Cor. 2:16). Cristo é o alvo e o meio de toda a adoração verdadeira. Você está se tornando mais e mais a imagem de Cristo? Somente assim ação verdadeira.
Não há Espiritualidade sem Obediência
Excluir a obediência à Palavra de Deus ou não ser conforme a imagem de Cristo seria uma abominação para Deus a Quem queremos adorar (Luc 6:46). Substituir as Escrituras Sagradas por algo diferente também é abominação (Mar 7:7; Tito 1:14). Há uma multiplicidade de atrativos para afastar o Cristão de uma adoração verdadeira. Há fábulas ou genealogias intermináveis (I Tim 1:4; 4:7) ofertas vás, incenso, observação de luas novas e sábados (Isa 1:13,14). Mas tudo isso tende a adicionar algo à Palavra de Deus, em vez de seguir a sua pureza (Prov. 30:5). Não devemos procurar melhorar a verdade (Deut 12:32; Apoc 22:18,19) mas devemos apenas observá-la. Uma atenção sensível, um estudo constante, a meditação contínua em conjunto com uma obediência temente à verdade, a Palavra de Deus é essencial para adoração verdadeira. Não podemos separar a adoração espiritual da adoração prática (obediência). O próprio Espírito Santo é chamado o Espírito da verdade (João 14:17; 15:26; 16:13) que nos aponta a Cristo que perfeito e espiritual mostrou a Sua espiritualidade pela Sua obediência (Fil. 2:8; João 14:11). É certo que podemos ser menos espirituais que o próprio Cristo, mas de nenhum modo podemos ser tão espirituais a ponto de tornarmos a minuciosa obediência à verdade uma desnecessidade.
A Obediência Verdadeira é Espiritual
Deve ser enfatizado que podemos ter obediência sem espiritualidade. Os que crucificaram Cristo cumpriram a Palavra de Deus completamente, mas, mesmo sendo obedientes, não operam com desejo de adorar o Senhor por amor (Atos 2:21,22; 4:27,28). Demônios crêem na verdade, mas não adoram o Senhor segundo a operação do Espírito Santo (Tiago 2:19). Os Fariseus obedeceram à lei a risco, mas não entraram no reino de Deus (Mat. 5:20). Se vamos servir ao Senhor, a obediência deve ser segundo o Espírito em amor (Oséias 6:6; Miquéias 6:8; Apoc. 2:4,5).
Deve ser lembrado que podemos ter intenção sem uma obediência completa. Pedro tinha intenção pura, tanto quando cortou a orelha direita do Malco (João 18:10) quando repreendeu o Senhor Jesus Cristo quando Este predisse Sua morte (Mat. 16:21-23). A igreja em Tiratira tinha muito amor, mas era displicente com a obediência e isso trouxe uma dura repreensão do Senhor (Apoc. 2:18-23). Se vamos servir o Senhor, o nosso amor deve ser com obediência.
Pelo estudo feito podemos entender bem melhor que o que Deus deseja é a adoração "em espírito e em verdade", é algo que nunca é produzido pelo homem, mas que vem somente de Deus. É produzida pelo Espírito de Deus e é segundo a Sua Palavra, para trazer os seus à imagem de Cristo (II Cor. 3:18).

 A Adoração Espiritual - I

João 4:15-26
Quando a Bíblia diz que Deus é Espírito, ela quer transmitir que Deus é o somatório de todos os significados do uso da palavra “espírito” na Bíblia, ou seja: substância invisível e ativa que promove ações em Si e nos outros. Inclui o fato que espíritos não têm corpo, são sem tamanho, formato, bitola, ou comprimento de um corpo, completamente separado de algo que é carnal ou de matéria (Charnock, V. I, pág. 181). “Deus é Espírito espiritíssimo, mais espiritual do que todos os anjos ou almas” (ibid, citando Gerhard). Como Ele excede tudo na essência do Seu ser, assim Ele excede tudo na Sua natureza de espírito: não tem nada grosso, pesado, ou de matéria na Sua essência.
Afirmar que “Deus é Espírito”, no contexto de João 4.24, é manifestar verdades sobre a verdadeira adoração do homem para com a Divindade. A própria essência de Deus, e não a vontade de apenas uma das Pessoas da Trindade se agrada com a adoração espiritual: espírito com Espírito.
Não fica isento, nessa adoração espiritual, o uso de lugares específicos e de objetos corporais, pois tudo Ele criou, e ao homem deu-lhe um corpo, este deve dar a Ele o Seu devido louvor (Salmos 150.6). O uso do corpo, com gestos cerimoniais, como os quais Jesus se referia no contexto, os dos fariseus e os dos samaritanos não agradaram, pois eram cerimônias mortas, feitas por tradição e não por um coração com entendimento. Os gestos cerimoniais originalmente apontavam às verdades de Deus. Deus quer que adoremos a Ele de entendimento e não com cerimônias mortas. Jesus está dizendo à mulher Samaritana que ela deve se separar de todos os modos carnais (“Nossos pais adoraram neste monte”, v. 20) e prestar louvor primeiramente nas ações do coração e acondicioná-lo mais corretamente à condição do Objeto adorado, que “é Espírito” (Charnock, V. I, pág. 179).
Creio que podemos aprender da instrução de Cristo sobre a adoração espiritual. Alguém disse: Devemos falar a Deus como Ele é, ou seja, em espírito. Da mesma forma, como Ele é deve modificar a nossa adoração a Ele. Por Deus ser tão excelente em essência, atributos e obras, Ele merece tanto a serenidade das nossas afeições quanto a maior decência das nossas manifestações.
O que a espiritualidade de Deus nos ensina a respeito da adoração espiritual?
1. A adoração espiritual somente pode ser praticada onde tem um alicerce do conhecimento da espiritualidade de Deus. Por isso Jesus relata à mulher samaritana que “Deus é Espírito” (João 4.24). O começo da adoração correta se descobre no reconhecimento das excelências de Deus. A ignorância não gera a adoração espiritual. Se Deus é adorado, é necessário saber como é esse Deus. Não podemos reverenciá-lO se não houvermos entendimento da Sua natureza e obras.
Os Seus atributos incitam a adoração espiritual. Por Deus ser misericordioso e grande em perdoar, Ele é “temido” (Salmos 130.4), ou seja, Deus foi adorado corretamente pelo reconhecimento do Seu atributo de misericórdia. Por Deus ser um Juiz justo, um fogo consumidor, uma adoração agradável com reverência e piedade a Ele é racional (Hebreus 12.28,29). Quando a profundidade e a riqueza da Sua sabedoria são consideradas, ou quando são contemplados os Seus juízos insondáveis e caminhos inescrutáveis é reconhecido que a Ele deve ser dada a glória (Romanos 11.33-36). Quando a imensidade das obras da mão de Deus é vista, o homem é levado a entender a sua própria baixeza junto com a realização que Deus é gracioso por pensar no homem e visitá-lo (Salmos 8.3,4). A benignidade de Deus para com um mundo em rebeldia contra O Santo deve levar o homem ao arrependimento, que é uma forma de adoração (Romanos 2.4). Como os Seus generosos e santos atributos nos incitam com motivos inumeráveis para adorá-lO, a Sua espiritualidade nos ensina que essa adoração deve ser espiritual, vinda da nossa alma.
Portanto, Aprenda da Palavra de Deus!
Medite na Sua Palavra (Salmos 1.1-3).
Louve Deus pelas Suas grandezas (Mateus. 6-9-13).
Faça que a sua adoração seja em espírito e em verdade
Por Deus ser Espírito, aprendemos também que:
2. A adoração espiritual sempre é agradável a Deus. As maneiras físicas de adoração podem mudar, como podem as montanhas ser mudadas em vales, mas Deus, sendo imutável, e, portanto, sempre Espírito, sempre desejará a adoração espiritual. Deus precisaria deixar de ser Espírito para que a adoração espiritual fosse desagradável a Ele.
Deus perpetuamente deve ser adorado. Por ser Espírito perpetuamente, Deus tem o direito de ser sempre adorado espiritualmente. No Jardim do Éden havia uma maneira de mostrar a adoração, na Lei de Moisés outra, e ainda uma outra maneira no Novo Testamento, mas todos eram unânimes em ensinar que Deus quer ser adorado pelo espírito do homem. No Jardim do Éden era comunhão com a voz de Deus e a obediência à Sua palavra (Gênesis 2.15-17; 3.8). A diferença entre as ofertas de Caim e de Abel foi a diferença na atitude do coração para com Deus (Gênesis 4.7, “Se bem fizeres, não é certo que serás aceito?”). A atitude de Abel foi com uma fé movida pelo amor, e, portanto, adoração espiritual. A atitude de Caim evidentemente não foi de coração pois, para Deus, não foi aceitável, e, portanto sabemos que não foi uma adoração espiritual. A Lei de Moisés, mesmo com uma multidão de ordenanças carnais e lavagens de sacrifícios, essas cerimônias não eram a adoração mais importante. A circuncisão do coração (Deuteronômio 10.16), e a adoração “ao SENHOR teu Deus com todo o seu coração, e com toda a tua alma” (Deuteronômio 30.10) era a principal e melhor adoração ensinada por Moisés, ou seja, adoração espiritual tinha prioridade sobre a observação das cerimônias.
Sempre convém termos um coração singular, reservado apenas para Ele, um coração sempre sensível à Sua vontade, às Suas perfeições, ou seja, um coração temente a Deus (Salmos 139.1- 4, 17, 23, 24).
A espiritualidade de Deus também nos ensina:
3. É dever de todo homem adorar a Deus em espírito tanto quanto é seu dever também temê-lo (João 4.24; Eclesiastes 12.13). A adoração verdadeira nada mais é do que atribuir a Deus a honra que Ele merece. Portanto, a postura correta dos nossos espíritos é importante na adoração. “Deus é Espírito” e, no espírito do homem, a imagem de Deus é mais clara. Portanto, não é racional servir ao nosso Criador somente com aquilo que voltará ao pó, e negar a Ele aquilo que nos faz ser criaturas superiores, o espírito que “volta a Deus, que o deu” (Eclesiastes 12.7). É racional sermos “sacrifícios vivos” na adoração espiritual, usando o corpo reverentemente de forma mínima, mas, na entrega maior, adorando com o nosso espírito (Romanos 12.1,2). Ser feito segundo a Sua imagem nos obriga a exercitar aquilo em nós que mais parece com Ele, ou seja, o espírito.
Não seja enganado em ser movido a crer que as cerimônias, movimentos ou posições do corpo superam ou igualam a adoração espiritual. Lembre-se que Deus olha para o coração (1 Samuel 16:7, “Porém o SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o SENHOR não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração.”; Salmos 147.10, 11; I Pedro 3.3, 4).
Lembre-se que Deus abençoou o povo que o louvava com dança e música nos tempos da bíblia, mas devemos entender que não foi pela dança ou pela música, mas pelo que Ele viu no coração que tal louvor foi aceito. Ele é Espírito e quer que os que O adoram, O adorem em espírito e em verdade.
Pela Palavra de Deus, conhecemos Deus como Ele é, e o que O agrada. Você tem ou não tem o conhecimento dEle no seu coração? Deus se revela exclusivamente a nós pelo Seu Filho, Jesus Cristo (João 1. 18, “Deus nunca foi visto por ninguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou”). Olhe para Jesus Cristo! Conhecemos Jesus Cristo pela fé. A fé verdadeira é aquela fundada na Verdade (Hebreus 11.1). A Verdade é conhecida pela Palavra de Deus. Portanto, submeta-se ao exame da Palavra de Deus. Preste atenção à sua pregação. Leia a reverentemente em sua casa. Guarde-a no seu coração. Creia no Salvador que ela apresenta: Jesus Cristo.

 A Adoração Espiritual - II

Romanos 1.8-10
Romanos 1.8-10,
v. 9, “Porque Deus, a quem sirvo em meu espírito, no evangelho de seu Filho, me é testemunha de como incessantemente faço menção de vós”
“Deus é Espírito”
Substâncias espirituais são mais excelentes do que as corporais, pois dão vitalidade às corporais; a alma do homem é mais excelente do que os outros animais; anjos são mais excelentes do que os homens (Salmos 8.5; Hebreus 2.7). O superior, na sua própria natureza, contém a dignidade do inferior. Deus deve ter, portanto, uma excelência acima de todos esses e sendo assim, é inteiramente removido das condições de um corpo (Charnock).
O que a espiritualidade de Deus nos ensina a respeito da adoração espiritual?
1. Ensina-nos que o culto reverente e a adoração apropriada do evangelho de Seu Filho baseiam-se no espiritual. A obediência ao evangelho de Seu Filho é mais espiritual do que qualquer cerimônia ou oblação da Lei de Moisés. O alvo do evangelho de Seu Filho é a adoração espiritual, através do Espírito Santo que regenera o espírito do homem que está morto no pecado. Na mesma medida e grau em que as ações da observação da lei eram do corpo, o alvo do evangelho de Jesus Cristo é espiritual. Paulo prova que a adoração espiritual é somente possível pela conversão da alma por Jesus Cristo, ou seja, pelo Evangelho. Ele prova isso quando afirma que serve a Deus em seu espírito pelo evangelho do Seu Filho (Romanos 1.9).
Quando o evangelho é proclamado aos que estão espiritualmente mortos, ele vivifica-os espiritualmente para Deus (I Pedro 4.6; Efésios 2.1,4). Deus, pelo Espírito, testifica de Cristo, o único Salvador, aos pecadores através do evangelho (Atos 20.21). Somente depois de o homem ser vivificado no espírito pode ele cultuar a Deus (II Coríntios 2.14-16). Desde que a regeneração do espírito do homem, ou seja, a vivificação do homem novo é uma obra do Espírito Santo, o culto e a adoração do evangelho baseiam-se no espiritual. A obediência ao evangelho faz a adoração a Deus ser uma adoração mais sublime e espiritual por ser realizada no homem interior que foi vivificado pelo Espírito Santo de Deus.
Em contraste com a adoração do Velho Testamento, pode ser dito que aos adoradores foi dado o pão dos anjos (Salmos 78.25). Todavia, na época do Novo Testamento, temos os próprios anjos servindo a nós (Hebreus 1.14). Nisso percebemos que o evangelho é mais espiritual do que a adoração cerimonial do Velho Testamento.
O evangelho é chamado “culto racional” (Romanos 12.1). É chamado assim, pois, o evangelho é um culto adequado às capacidades racionais da alma. As capacidades racionais do homem Cristão são aperfeiçoadas quando o evangelho é obedecido.
2. Ensina-nos que a essência da adoração verdadeira é espiritual, pois se expressa pelo amor a Deus (I João 4.19; João 14.15), pela fé em Deus (Atos 16.31), e é movida por causa da Sua bondade (Romanos 2.4). A substância da adoração prazerosa é espiritual, pois é comunhão com Ele, que é Espírito (I João 1.3).
Pelo evangelho de Seu Filho, as cerimônias, oblações, holocaustos, e tradições da lei foram removidos e o seu significado moral espiritualizado. Os mandamentos que nos instruíram tanto em nosso dever para com Deus quanto em relação ao nosso dever para com o homem, no evangelho são reduzidos ao seu significado espiritual, ou seja, amor a Deus de todo o nosso coração e amor pelo próximo como amamo-nos a nós mesmos (Marcos 12.30,31; Tiago 2.8). Por isso a adoração verdadeira é espiritual.
3. Ensina-nos que a essência da adoração neotestamentária é melhor do que a adoração da lei. A alma voa mais alto, pois entra no céu. O cheiro das afeições renovadas pelo evangelho de Jesus Cristo é um perfume mais forte do que qualquer cerimônia de religião. O alvo da forma da adoração do evangelho é mais sincero, pois Cristo é conhecido pessoalmente e o Espírito Santo vem habitar no Cristão auxiliando a sua adoração (Gálatas 4.4-6; Romanos 8.9-16). Por isso a adoração verdadeira é espiritual.
4. Ensina-nos que a adoração neotestamentária tem o auxilio do Espírito Santo e, portanto, é mais espiritual do que qualquer adoração anterior. O próprio Espírito Santo é derramado pela proclamação do evangelho de Jesus Cristo (Efésios 1.13; Filipenses 1.27; I Pedro 4.6). No Velho Testamento, o Espírito Santo somente visitava os santos (Números 11.25; Juizes 3.10). No evangelho, o Espírito Santo não somente paira, mas habita no coração do Cristão (Gálatas 4.6; João 7.38,39), fazendo da adoração do evangelho de Jesus Cristo mais espiritual do que a adoração dada pela Lei de Moisés.
Cristo fez que o evangelho fosse apto para um coração espiritual, e o Espírito transformou o coração de carne e adequou-o para o evangelho espiritual.
5. Ensina-nos que por Deus ser espiritual, Ele merece o culto reverente e a adoração espiritual que são dados através do evangelho de Seu Filho. Ele se agrada mais com o espiritual do que com as cerimônias exigentes, as ordenanças custosas e as tradições corporais da Lei de Moisés. Um único Cristão O adorando em culto reverente e na adoração adequada pela obediência de Seu Filho é mais prazeroso a Deus do que milhões de altares fumaçando com as oblações mais custosas. Deus se agrada mais desta adoração que exala do coração de um Cristão espiritual porque Deus é Espírito e importa a Ele que os que O adoram O adorem em espírito e em verdade (João 4.23.24).
Quando Deus olha para você e para sua adoração, Ele vê o que é mais prazeroso a Ele? Ele recebe de você a adoração espiritual e obediente do homem novo criado pelo Espírito Santo no evangelho do Seu Filho? Não se contente com a mera religião, evangélica ou protestante, nem com as cerimônias de uma adoração mecânica (Mateus 7.21-23). Deus não se contenta com obras de qualquer religião que não emanam de um coração transformado por Seu Espírito (Salmos 51.6, “Eis que amas a verdade no íntimo”; I Pedro 3.4, “Mas o homem encoberto no coração; no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus”). Examine-se a si mesmo se a sua adoração se origina de um espírito quebrantado e de um coração quebrantado e contrito, pois esta adoração Deus não desprezará (Salmos 51.16,17; Mateus 5.3-6). Que lugar tem o arrependimento e a fé em Cristo Jesus na sua adoração? A sua adoração a Deus, que é Espírito, é a adoração do homem novo criado pelo Espírito Santo através do evangelho do Seu Filho Jesus Cristo?

A Adoração Espiritual - III

Salmos 150.6
Salmos 150.6, “Tudo quanto tem fôlego louve ao SENHOR. Louvai ao SENHOR”.
Tudo que tem fôlego deve louvar ao SENHOR. Porém toda e qualquer adoração deve ser espiritual, pois Deus é Espírito. A adoração espiritual não é uma adoração sem entendimento, mas, uma que usa o conhecimento da excelência de Deus como motivo do seu louvor. Reconhecer Deus como soberano e regozijar na glória dos Seus atributos manifestos no Redentor é adoração espiritual e são ações do espírito de um homem regenerado. É assim que o Salmista nos instrui: “Pois Deus é o Rei de toda a terra, cantai louvores com inteligência.” (Salmos 47.7; I Coríntios 14.12-20). A adoração sem entendimento, ou inteligência, não é culto racional, algo que Deus pede (Romanos 12.1,2). Tentativas de adorar ao Senhor somente com as sensações são ações de um bruto. O louvor que usa a razão é adoração de um homem para com seu Deus. A adoração espiritual é louvor que corresponde à natureza nova de um homem regenerado (Romanos 8.5 “os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito.”). Portanto, a regeneração deve preceder qualquer possibilidade de adoração espiritual e verdadeira. Importa a Deus que os que O “adoram adorem em espírito e em verdade” (João 4.24). Não procure adorar a Deus se não for regenerado. Busque a Cristo! Cristo é o Salvador do pecador arrependido que crê pela fé nEle. Através de Cristo, um novo homem é gerado, um homem espiritual.
Como temos percebido nos estudos anteriores, a adoração espiritual só pode ser uma atividade do homem interior que nasce do espírito de Deus (João 3.3,5,7). O Cristão precisa do auxílio do Espírito Santo de Deus para adorar corretamente. Não podemos mortificar a concupiscência sem o auxílio do Espírito (Romanos 8.13), e tampouco a nossa adoração é espiritual sem o Seu auxílio (Romanos 8.6 “mas a inclinação do Espírito é vida e paz”; 8.26 “o mesmo Espírito intercede por nós”; Efésios 6.18 “Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito”; Judas 20 “Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo”). Não podemos clamar “Abba, Pai” sem o Espírito Santo nos impelindo a tal adoração espiritual.
A adoração espiritual também deve ser com sinceridade. Quando Paulo diz “Porque Deus, a quem sirvo em meu espírito”, ele não estava se referindo ao auxílio do Espírito Santo que o impele a servir Deus. Ele está expressando que ele serve o Senhor Deus com um coração reverente e sincero (Romanos 1.9). Deus merece o nosso coração. Podemos dar a nossa língua, nossos lábios, ou as nossas mãos, sem o nosso coração, mas o coração não pode ser exercitado em adoração verdadeira sem a atividade da nossa língua, lábios, e mãos santas (I Timóteo 2.8; Provérbios 23.26). As duas pequenas moedas da viúva foram mais valiosas do que as ofertas volumosas dos ricos por serem de um coração sincero em adoração espiritual e verdadeira (Marcos 12.41-44). Portanto, a adoração espiritual envolve a sinceridade que temos, seja na área financeira, ou física.
A adoração corporal não é rejeitada por Deus na adoração espiritual. Mesmo que a adoração espiritual seja mais importante e prazerosa a Deus, não devemos omitir o que foi menos exigido, ou seja, o uso do corpo na adoração (Mateus 23.23; Lucas 11.42). A lei cerimonial tinha a intenção do espiritual, assim o nosso espiritual pode ter a ação do corpo. Contudo, a adoração só pode ser verdadeira se o corpo que adora, adora com um espírito santo. Um corpo moralmente sujo indica um coração pecaminoso. Tal adoração é rejeitada. O culto racional consiste tanto numa mente renovada quanto num corpo santo apresentado a Deus (Romanos 12.1,2; I Timóteo 2.8). Os nossos corpos devem ser sacrifícios vivos. Na adoração espiritual os nossos corpos não devem estar mortos, mas mortificados para o pecado (Romanos 8.13). Um sacrifício vivo se manifesta pela vivência da nova natureza, numa postura santa com as afeições crucificadas para tudo que é da carne ou do mundo. Como a divindade de Cristo foi manifesta pelas Suas ações, assim também a nossa espiritualidade deve ser manifesta nas nossas ações de adoração. “Dar a Deus louvor através do corpo e não da alma é hipocrisia; dar a Deus culto em espírito e não com o corpo é sacrilégio; não dar louvor com o corpo nem com o espírito é ateísmo.” (Citação de Sherman’s Greek in the Temple, pgs. 61,62 por Charnock, pág. 220).
Mas a adoração corporal deve ser espiritual para ser aceita por Deus, que é Espírito. Portanto, ela deve ser limitada àquilo que é reverente, solene, respeitoso e dirigido pela inteligência. Somente dessa maneira pode a adoração correta ser um culto racional e espiritual. A expressão corporal deve ser uma reflexão do homem novo que deleita-se na lei de Deus (Romanos 7.22). Nenhuma carnalidade, sensualidade, ou movimento sugestivo da carne, é reflexo de um homem novo que se deleita na lei de Deus (I Pedro 3.3,4; Efésios 4.22,24 “um novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade”; Tiago 3.13-18, “Quem dentre vós é sábio e entendido? Mostre pelo seu bom trato as suas obras em mansidão de sabedoria. Mas, se tendes amarga inveja, e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade. Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica. Porque onde há inveja e espírito faccioso aí há perturbação e toda a obra perversa. Mas a sabedoria que do alto vem é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia. Ora, o fruto da justiça semeia-se na paz, para os que exercitam a paz.”). Portanto, a adoração verdadeira usa o corpo, mas, nunca a carne.
Cristo é o nosso exemplo e Ele adorou o Seu Pai da forma mais correta. Ele adorou Deus corporalmente; Ele orou em voz alta, ajoelhou-Se, ergueu Seus olhos ao céu juntamente com Seu espírito quando Ele louvou o Seu Pai pela misericórdia recebida, ou rogou para que os Seus discípulos fossem abençoados (João 11.41; 17.1,11). Os homens santos de Deus têm usado os seus corpos em expressões de adoração espiritual: Abraão se prostrou, o apóstolo Paulo se ajoelhou, estes usaram suas línguas e levantaram suas mãos, mostrando-nos que a adoração espiritual necessita de expressão corporal. E por Deus ser Espírito e também Santo, essas expressões corporais devem espelhar o homem novo regenerado adorando reverentemente.
É verdade que o corpo deve ser usado, segundo o entendimento na adoração espiritual e entendemos isso pelo fato de que Jesus instituiu o Seu tipo de igreja e estabeleceu ordenanças nela que só podem ser observadas empregando o corpo. Deus pede a nossa presença corporal no ajuntamento (Hebreus 11.25; Salmos 122.1). As ordenanças, tanto do batismo, quanto da ceia, pedem a participação do nosso corpo na adoração (Mateus 28.19; I Coríntios 11.23-27). As duas ordenanças manifestam publicamente Cristo e a Sua redenção completa e vitoriosa. Mas, nem por isso, devemos ser dados à gritaria ou à expressão corporal espontânea e sem controle (Efésios 4.31, “Toda a amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmia e toda a malícia sejam tiradas dentre vós”; I Coríntios 14.40). O fato do corpo participar na adoração verdadeira não indica que ela deve ser menos espiritual, mas, as ações do corpo também devem expressar reverência e santidade (Habacuque 2.20 “Mas o SENHOR está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra.”). A adoração não deve deixar de ser um “culto racional”, ou seja, com entendimento quando há o uso do corpo nela. É sábio notar que as expressões corporais são somente expressões, e não substituem a própria adoração. Orações compridas, cânticos talentosos, ou qualquer outra expressão corporal, são nada sem o amor interior a Deus (I Coríntios 13.1-3). Deus quer para Ele mesmo o nosso coração. As cerimônias religiosas foram instituídas para ajudar-nos quanto a nossa adoração espiritual, não para serem a própria adoração. Um homem que se mostra religioso, mas, sem uma adoração com o espírito é igual a igreja de Sardes que “tens nome de que vives, e estás morto.” (Apocalipse 3.1). A adoração usa o corpo para se expressar, mas mesmo assim é necessário que examinemos que ela não deixa de ser espiritual (Lucas 11.39-44).
Por causa do perigo da carne misturar-se à adoração corporal devemos examinar-nos concernente a nossa maneira de adoração. Estamos nos últimos dias e o apóstolo Paulo nos diz: muito terão nestes dias “aparência de piedade, mas negando a eficácia dela” (II Timóteo 3.1,5). Portanto, devemos nos examinar se não é assim conosco. Para ajudar nesse exame particular, considere essas indagações: A nossa diligência é exterior ou interior? Os nossos sacrifícios ao Senhor são sacrifícios vivos e santos, ou sacrifícios de obras mortas da carne? Você se recorda que qualquer carnalidade na adoração não só faz a adoração ser inaceitável, mas abominável a Deus (Apocalipse 3.16; Salmos 66.18)?
Para ter uma adoração espiritual, você deve lembrar-se: vigilância contínua é necessária (Mateus 26.41). Um andar espiritual de dia impedirá a contaminação com a concupiscência na adoração de noite. Lembre-se também que é necessário nutrir um amor para com Deus que nos leve a depender dEle (Provérbios 16.3; Salmos 37.4). Para cultivar uma adoração espiritual, nutra pensamentos corretos a respeito da majestade de Deus na sua mente. Praticar esses conselhos fará com que adoremos ao Senhor em espírito “e em verdade” (João 4.24; Filipenses 4.8). De forma a auxiliar também a adoração espiritual pública devemos cultivar uma comunhão particular com o Senhor (Jeremias 15.16).
Para medir a veracidade da nossa adoração, devemos apenas notar se nos tornamos mais maduros espiritualmente depois do exercício dela. O fruto da adoração espiritual é visto numa obediência maior à Palavra de Deus (Mateus 7.24-27) e num amor aperfeiçoado para com Deus e para com os homens (João 13.35). O homem novo pelo conhecimento de Deus é renovado (Colossenses 3.10). A comunhão que você experimentou na adoração foi uma comunhão com Deus ou um inter-relacionamento com seu próprio ego? Foi algo que lhe edificou ou somente lhe entreteve?

QUE DEUS EM NOS ABENÇOE. QUE ELE VEJA EM CADA UM DE NÓS VERDADEIROS ADORADORES. ( Fonte Pastor Valdir Lenz.)


O cenário que contemplamos é no mínimo curioso. Uma população alvoroçada pela presença de Jesus que passava por Jericó. Cidade esta que segundo Josefo, desde a construção de seus palácios, não funcionou apenas como um centro agrícola e nem como um cruzamento, mas como uma estação de inverno à aristocracia de Jerusalém contando com milhares de habitantes. A multidão o apertava e comprimia, querendo tocar no Senhor, querendo uma benção, um milagre, uma solução… Lá estava também um homem que vivia naquela região, um homem rico de pequena estatura, chefe dos cobradores de impostos, seu nome era Zaqueu, o Publicano.
1- Uma Multidão à frente de um necessitado.
A bíblia diz que este homem desejava ver quem era Jesus, mas era impedido pela grande multidão que estava próxima de Jesus e pela sua pequena estatura.Nós vamos analizar um pouco a vida que Zaqueu vivia naquela sociedade, o tipo de homem que possivelmente ele era, mas não é este o foco desta palavra.Alguns comentaristas dizem que havia naquela época um ditado em Israel: “Um Publicano vivo vale menos que um cachorro morto.” Alguns publicanos converteram-se ao cristianisno, entre os quais Mateus. (Mt 9:9) deixou o ofício para tornar-se apóstolo e como cada peixe gera os de sua espécie, creio que muitos mais se convertaram através de Mateus.“Publicano é o nome dado aos coletores de impostos nas províncias do Império Romano.Buckland afirma que havia duas espécies de publicanos: os publicanos gerais que eram responsáveis pela renda do império, frente ao Imperador, e os publicanos delegados por estes em cada província. Os que eram considerados pelas “suas rapinas e extorsões, como ladrões e gatunos” seriam as classes inferiores dos publicanos, sendo que para tal, os publicanos gerais nomeavam nas províncias entre os próprios da nação a ser tributada. Destarte, eram odiados entre os judeus, um judeu que cobrava impostos para nação dominadora. Ainda segundo Buckland, uma virtude sobre eles residia, não eram hipócritas, como alguns fariseus que se denominavam vigilantes da lei mosaica, e não admitia que se comesse a mesa com um publicano.” (Wikipédia)É neste cenário que vivia Zaqueu, que não somente era um Publicano cobrador de impostos ele era o chefe deles. Quando algum cobrador de impostos ia cobrar os cidadãos, possivelmente eles diziam: Zaqueu nosso chefe nos mandou cobrar seus impostos. João Batista, quando foi indagado pelos publicanos sobre como deveriam proceder, recomendou-lhes que não tomassem das pessoas além do que lhes estava ordenado recolher (Lc 3:12-13). Você consegue então imaginar o ódio que aquela população nutria por Zaqueu? Possivelmente ele era um homem que quando passava as pessoas chegavam a virar o rosto e a cuspir, pois o consideravam um tremendo pecador, uma pessoa desprezível e indigna de convívio social. Talvez tentando se aproximar de Jesus tenha recebido muitas cotoveladas daquela multidão que estava ao redor, o broqueio era impenetrável o cerco à Bênção (Jesus) era forte e uma pessoa indesejável como Zaqueu jamais entraria para que conseguisse estar frente a frente co!m Jesus, pois era só isso que o Publicano precisava, mas havia uma multidão no caminho que não deixava ele chegar ao mestre. É sobre essa multidão que lotam nossas igrejas que queremos falar nesta palavra. Gente que quer Jesus, mas que esquece que outros precisam entrar.
2- Uma Multidão Egoísta e Convencida.Era uma multidão de pessoas em campanha, com um desejo enorme de serem abençoados por Jesus, talvez tenha se espalhado a notícia de que quem estivesse a frente de Jesus quando ele passasse seria curado, liberto, restaurado, abençoado com toda a sorte de Bênçãos. Então imaginamos os gritos frenéticos das pessoas dizendo: Jesus de Nazaré olha para mim! Jesus Cura-me! Jesus filho de Davi salva meu filho! Jesus abençoa minha vida financeira! Cura minha mãe! Liberta meu filho! Quebra as cadeias de minha vida! Jesus me dê um emprego! Jesus eu estou nesta corrente desde manhã! Não estou aqui criticando as campanhas de busca, pois creio que tem seu valor, mas apenas afirmando que cristianismo não é isso ou só isso como queira o amado leitor. Para aquela multidão que corria atrás das suas bênçãos não importava mais ninguém, eles queriam ser abençoados e não estavam preocupados com mais ninguém a não ser consigo mesmos… Eram crentes egoístas correndo at!rás de bênçãos, Eram crentes em Jesus sim! Mas, crentes sem visão, e que egocêntricos perseguiam Jesus pensando somente em si mesmos e nunca veriam a necessidade de um homem que parecia ter tudo, mas que era um excluído social, um solitário, carente, perdido e doente precisando de cura, mas aqueles crentes em Jesus estavam preocupados demais consigo mesmos para o ajudar.Quando vejo a Igreja de hoje correndo atrás somente de bênçãos através de campanhas e mais campanhas disto e daquilo, as vezes consigo compara-los com aquela multidão que pensava: Cada um por si e Deus por todos. E quando vejo ministros incentivando esta multidão a correr atrás somente de seus interesses, então penso o quanto longe estão da visão de Jesus a qual você verá nestas linhas que foi completamente diferente da visão de muitos ministros de hoje.Graças a Deus que nem todos estão preocupados somente consigo mesmos na Igreja de hoje, vejo que muitos tem ainda a mesma visão de Jesus quanto as almas perdidas a sabem que uma alma vale mais que o mundo todo e estão obedecendo a palavra e levantando os olhos “…levantai os vossos olhos, e vede os campos, que já estão brancos para a ceifa.” (João 4:35)A Igreja só poderá ver os Zaqueus ao seu redor quando tirar os olhos de seus próprios umbigos e levantar a visão para olhar mais longe. Então encontraremos mendigos, drogados, solitários, ricos e pobres precisando de Jesus e os levaremos à salvação.Em Lucas capitulo 5:17 encontramos mais um quadro em que se aproximar de Jesus era algo impossível por conta da multidão que estava na casa e fora da casa que ele ensinava e curava. Porem havia alguns homens que não pensaram somente em si, pensaram em ajudar um paralítico que estava em um leito.E eis que uns homens, trazendo num leito um paralítico, procuravam introduzi-lo e pô-lo diante dele.Mas, não achando por onde o pudessem introduzir por causa da multidão, subiram ao telhado e, por entre as telhas, o baixaram com o leito, para o meio de todos, diante de Jesus.(Lucas 5:18-19)Esse é o espírito que sempre moveu a Igreja de Cristo, o desejo ardente de sempre conduzir o pecador o necessitado até Jesus, não impedir a chegada deles até o Senhor.A Multidão do tempo de Zaqueu também era convencida de que Jesus era somente para eles, para lhes atender seus caprichos e necessidades. Estavam convictos de que Jesus viera somente por eles, um povo que se sentia detentores da verdade e cumpridores da lei de Deus. Em sua curta visão, jamais imaginavam que Jesus viera por causa de um miserável Publicano.
3- Jesus despreza esta Igreja Egoísta.
E correndo adiante, subiu a um sicômoro a fim de vê-lo, porque havia de passar por ali.(Lucas 19:4)Jesus tinha uma grande missão e o alvo de Jesus era um Zaqueu que jamais imaginava que Jesus o conhecia pelo nome. Jesus chega debaixo do sicômoro e o chama! Que surpresa não foi para aquela grande multidão que Jesus desse atenção para um desprezível Publicano e em seguida, deixando todos para estar com aquele homem que todos odiavam ao invés de amar. Aquela multidão ficou indignada por se sentir desprezada por Jesus. “Ao verem isso, todos murmuravam, dizendo: Entrou para ser hóspede de um homem pecador” (Lc 19:7) Uma multidão com uma grande fé, mas sem nenhuma visão. O egoísmo daquela época ainda existe no meio dos que dizem seguir Jesus hoje, O ódio e o desprezo tragicamente ainda faz parte da vida de muitos… Imagine você no meio daquela multidão, sendo abandonado por Jesus por alguém que você despreza. Creio mesmo que a graça e unção de Deus nos deixará enquanto formos celetistas.A mensagem de Jesus era clara! Ninguém merece menos que atenção, carinho e amor. Quando Jesus deixa esta multidão ele estava dando uma lição e de alguma forma mostrando sua visão de que ele deixa tudo por uma Ovelha perdida, lembra da parábola das cem Ovelhas? Amado leitor: Se você quiser andar com Jesus terá que andar perto dos desprezíveis, abandonados, repugnantes criaturas de nossa sociedade, sociedade esta que se diz tão certa, tão perfeita ao ponto de excluir e nunca incluir. A Igreja de Jesus é Igreja de Inclusão! Jesus ama os excluídos!
4- Jesus acredita que todos podem se arrepender.Existe uma expectativa maravilhosa no coração Jesus acerca do arrependimento e salvação do perdido, expectativa esta que parece ter desaparecido do coração de muitos seguidores de Jesus. Eles dizem: Esta pessoa não tem jeito! Este não muda nunca! Pau que nasce torto morre torto! Bom, eu não acredito que essa figura mudou, creio que está fingindo! Amado leitor: Você já ouvio isto em algum lugar? “Zaqueu, porém, levantando-se, disse ao Senhor: Eis aqui, Senhor, dou aos pobres metade dos meus bens; e se em alguma coisa tenho defraudado alguém, eu lho restituo quadruplicado.” (Lc 19:8) A proposta de Jesus frente aquela multidão era que aqueles presentes pudessem entender que não ha vida que não possa mudar com a presença Dele. Eu pessoalmente creio que quem não crê que alguém possa mudar é porque não mudou efetivamente! A Igreja tem que voltar a crer que é possível o impenitente tornar-se penitente, que o torto se endireita sim. Jesus acredita nist!o e deseja mover-nos a acreditar. “Disse-lhe Jesus: Hoje veio a salvação a esta casa, porquanto também este é filho de Abraão. Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.” (lc 19:9)Nosso Deus é o Deus do Impossível e enquanto Ele for este Deus ele fará coisas que aos olhos dos homens parecem impossíveis.
Em Uma Visão de Fé!