segunda-feira, 27 de agosto de 2012

O Espírito do novo Homem e a Adoração Verdadeira

Quando pensamos em adoração a Deus, geralmente imaginamos algo que emana de nós a fim de expressarmos louvor às qualidades de Deus. Seja na música, serviço, oração ou outra forma de expressarmos adoração, pensamos que louvor é próprio de nós. A pergunta é: A adoração verdadeira é produzida pelo homem e dada, com os devidos merecimentos, ao único Deus vivo e verdadeiro? Será essa a verdadeira adoração que Deus deseja receber do homem?


O Espírito do novo Homem e a Adoração Verdadeira

  O homem espiritual (I Cor 2:15; 15:46) é feito espírito vivificado através da obra do último Adão (I Cor 15:45). O último Adão é do céu e é espírito vivificante (I Cor 14:45-47). O pecador arrependido e crente em Cristo pela fé, é feito um homem novo e espiritual. Este homem novo pode adorar o Senhor em espírito verdadeiramente. Pode ser uma nova criatura, este homem novo é adotado na família de Deus, feito filho de Deus (Gal 4:5; I João 3:1,2) amigo (João 15:15) e nunca mais pode ser separado de Deus (Efés 2:14). Este novo homem está com entendimento espiritual (I Cor 2:15), é espiritualmente vivo (João 3:16; 10:28; Efés 2:1) e não pode pecar (I João 5:18). Todas essas bênçãos espirituais nos lugares celestiais estão confirmadas por Jesus Cristo (Efés 1:3; João 3:16). O Espírito de Deus habita no corpo desse homem que foi feito novo (I Cor 6:19; II Cor 6:16) e faz com que ele seja agradável a Deus por Jesus Cristo (Efés 1:6). O cristão, que é vivificado espiritualmente, é chamado um novo homem (Efés 4:24) e tem um homem interior (Rom 7:22). Esse novo homem é criado por Deus em verdadeira justiça e santidade (Efés 4:24; Col. 3:10). É assim que os Cristãos podem adorar a Deus corretamente "em espírito".
O pecador regenerado no seu espírito tem prazer na lei de Deus (Rom 8:22) e anseia ser obediente a Deus, pois é feito conforme a imagem de Cristo que foi obediente em tudo (Rom 8:29; João 17:4; Fil. 2:8). Esta nova criatura é evidenciada pelos desejos santos e ações de obediência. Pela nova natureza feita por Deus, através de Jesus Cristo pelo Espírito Santo, os frutos da santidade serão vistos (Gal 5:22; Efés 4:24). Os frutos desta santidade são separação de tudo o que é imundo (Sal 97:10; 119:104; Prov. 8:13) para viver em obediência à Palavra de Deus (Efés 2:8-10). A adoração verdadeira consiste em uma vida separada do mundo e uma crescente obediência à Palavra de Deus.
Resumo: A adoração "em espírito" é muito mais que um cântico bem cantado, ou uma aparência de santidade, uma concordância de observar uma lista de regras para a vida, ou um sentimento de bem estar. A adoração "em espírito" é um estilo de vida para com Deus, que deseja ser conforme o Seu Filho. Esse estilo de vida espiritual resulta em uma apresentação dos nossos corpos em sacrifício vivo para expressar pública e continuamente uma vida santa e agradável a Deus (Rom. 12:1,2; Gal. 2:20).
Estás com o principal de uma vida espiritual, o Cristo? Somente com Ele seremos agradáveis a Deus. Somente por Ele temos o espírito vivificado pelo qual Deus deseja ser adorado.
Como o Cristão Adora "Em Espírito"
Por ter o Cristão um espírito vivificado e ainda ter o pecado nos seus membros da carne, há conflitos. Uma natureza deseja os prazeres da carne e batalha contra a outra que vive segundo a justiça e santidade (Rom 7:23,24). Tentações vêm ao crente através da sua carne (I Cor 10:13; Tiago 1:13-15). A vitória sobre essas tentações é por Jesus Cristo pelo espírito vivificado (Rom. 7:25; I João 4:4). O crente é justificado eternamente por Jesus Cristo (João 3:16; 10:28,29; Heb 9:12, "eterna redenção"), mas vive confessando seus pecados para ser purificado no seu viver no mundo (I João 1:9; Prov. 4:18).
Só o que é produzido do alto é aceito por Deus, pois o que o homem natural produz é sujo. Para podermos adorar a Deus verdadeiramente, tem que ser "em espírito", pois é este que é movido e feito por Deus no crente. Só aquele que é separado do mundo, é obediente à Palavra de Deus. A adoração, que é baseada nas emoções da carne, e movida pelas maneiras e métodos extra-bíblicos (os métodos inventados pelos homens que não são apoiados pela Bília) ou anti-bíblicos (os métodos inventados pelo homem que são contrários aos princípios da Bíblia), mesmo que sejam dirigidos a Deus, é uma adoração vã e não aceita por Deus, pois não foi produzida por Ele. O que Deus aceita é feito por Ele e é evidenciado pela santidade, silêncio, temor e por uma obediência crescente (Sal 97:10; Hab. 2:20; Mat. 7:21; Rom 8:27; Fil. 1:6; 2:13).
O homem que cultiva uma sensibilidade ao temor de Deus nos seus pensamentos, na fala, na vestimenta, no estudar, no trabalhar e no adorar e é levado a obedecer a Palavra de Deus onde quer que seja, no lar, na sociedade ou na igreja, esse é o homem que adora Deus "em espírito".
A adoração que agrada a Deus não é produto dos esforços do homem natural mas é fruto do Seu Espírito que está no homem novo. Isso é o que significa "adorar em espírito".
Parte II – "Em Verdade"
O que é a Adoração "Em Verdade"?
Mesmo que este estudo sobre a adoração verdadeira seja dividido em dois pontos ("em espírito" e "em verdade") devemos entender que não existe um sem o outro. Importa a Deus que os que O adoram O adorem tanto "em espírito" quanto "em verdade" (João 4:24). Se procuramos adorar o Senhor em só um ponto, estamos adorando incorretamente. Mas estes dois pontos podem, para maior clareza, ser estudados separadamente.
Não Existe Adoração Verdadeira sem a Verdade
O homem sempre precisa de um equilíbrio. Por ter o homem Cristão as duas naturezas, (uma pecaminosa e uma santa, Gal. 5:17), a influência que a natureza pecaminosa pode exercer no crente precisa ser sempre lembrada. Por esta razão existem tantos versículos na Bíblia sobre a necessidade do Cristão ser vigilante e sóbrio (I Tess 5:6; I Ped 5:8), despertado do sono (Rom 13:11-14) e ser espiritual (Mat. 26:41; Gal 5:16,17,24-26; Efés 5:14-21). Também, por ter um inimigo astuto, cheio de ardis (Gên. 3:1; II Cor 2:10,11; Apoc 12:9), incansável (I Ped 5:8), que arma lutas espirituais contra nós (Efés 6:11,12) precisamos de um alicerce forte, o qual possa nos restabelecer nos conflitos espirituais.
A Palavra de Deus é o equilíbrio em que o Cristão precisa. Ela é a verdade que santifica (João 17:17), é mui firme, e, portanto, devemos ser atentos a ela (II Pedro 1:19). As Escrituras Sagradas foram dadas pela inspiração do Espírito Santo e não produzidas por vontade de homem algum (II Pedro 1:20,21) e, por isso, nos preparam perfeitamente para toda a boa obra, inclusive a adoração (II Tim. 3:17). A Palavra de Deus é viva e, portanto, eficaz em todas as épocas e para todos os povos a fim de dirigi-los ao que agrada à Deus (Heb 4:12). O equilíbrio de que o Cristão precisa no meio da mentira e engano sagaz que opera ao redor dele (Heb 12:1; Efés. 6:12) é a Palavra de Deus (Sal 119:105). Ela é o que nos aperfeiçoa para a defesa (Efés 6:13-17), a resistência (I Ped 5:9) contra todas as astutas ciladas do diabo e de todo o engano dos nossos próprios corações (Sal 119:130; I Tim 3:16,17). É pela verdade que os espíritos são provados (I João 4:3; I Tim 4:1) e não pelos pensamentos manipuláveis ou emoções enganadoras da natureza humana. De fato, a Bíblia é a única regra de fé e ordem para o crente e isso vale também para o assunto de adoração. Não há adoração verdadeira quando a Palavra de Deus não é cuidadosamente obedecida, tanto na sua letra quanto no seu espírito.
A Palavra de Deus leva o Cristão à imagem de Cristo para poder adorar "em verdade". O Cristão que adora "em verdade" conforma-se com Cristo, pois Cristo é a própria Verdade (João 14:6). O que Deus produz por Seu Espírito traz a lembrança, tudo o que Cristo ensinou (João 14:26) e que verdadeiramente testifica Cristo (João 15:26). O Espírito do Senhor, pela Palavra de Deus, transforma-nos, de pouco em pouco, EM imagem de Cristo (II Cor. 3:18). A adoração verdadeira nunca pode agir contrária aos ensinamentos de Cristo ou exemplificar outra vida se não a de Cristo. A adoração verdadeira deve ser "em verdade", e Cristo é a verdade. Tudo que agrada a Deus deve ser em conformidade com Seu Filho, pois pelo Filho o Pai é comprazido (Mat. 3:17 ; 17:5). Tanto mais em conformidade à imagem de Cristo, mais perfeita é a nossa adoração. Deus não procura invenções sinceras ou espertas com que o homem qualquer possa se empolgar em manifestar, mas Ele se compraz em Cristo (Mat. 17:4,5). Deus não se contenta nem um pouco com aquela adoração que é movida pelo raciocínio de homens bem intencionados, mas isentos da verdade (João 18:10,11). Deus somente se contenta com aquela adoração que bebe fundo em obediência ao cálice que Ele dá. Deus não é agradado em nenhuma maneira pela compaixão humana que não é dirigida pela verdade da Palavra de Deus. Deus se agrada naquilo que nos torna iguais a Cristo, naquilo que entenda as coisas que são de Deus (Mat. 16:21-23; I Cor. 2:16). Cristo é o alvo e o meio de toda a adoração verdadeira. Você está se tornando mais e mais a imagem de Cristo? Somente assim ação verdadeira.
Não há Espiritualidade sem Obediência
Excluir a obediência à Palavra de Deus ou não ser conforme a imagem de Cristo seria uma abominação para Deus a Quem queremos adorar (Luc 6:46). Substituir as Escrituras Sagradas por algo diferente também é abominação (Mar 7:7; Tito 1:14). Há uma multiplicidade de atrativos para afastar o Cristão de uma adoração verdadeira. Há fábulas ou genealogias intermináveis (I Tim 1:4; 4:7) ofertas vás, incenso, observação de luas novas e sábados (Isa 1:13,14). Mas tudo isso tende a adicionar algo à Palavra de Deus, em vez de seguir a sua pureza (Prov. 30:5). Não devemos procurar melhorar a verdade (Deut 12:32; Apoc 22:18,19) mas devemos apenas observá-la. Uma atenção sensível, um estudo constante, a meditação contínua em conjunto com uma obediência temente à verdade, a Palavra de Deus é essencial para adoração verdadeira. Não podemos separar a adoração espiritual da adoração prática (obediência). O próprio Espírito Santo é chamado o Espírito da verdade (João 14:17; 15:26; 16:13) que nos aponta a Cristo que perfeito e espiritual mostrou a Sua espiritualidade pela Sua obediência (Fil. 2:8; João 14:11). É certo que podemos ser menos espirituais que o próprio Cristo, mas de nenhum modo podemos ser tão espirituais a ponto de tornarmos a minuciosa obediência à verdade uma desnecessidade.
A Obediência Verdadeira é Espiritual
Deve ser enfatizado que podemos ter obediência sem espiritualidade. Os que crucificaram Cristo cumpriram a Palavra de Deus completamente, mas, mesmo sendo obedientes, não operam com desejo de adorar o Senhor por amor (Atos 2:21,22; 4:27,28). Demônios crêem na verdade, mas não adoram o Senhor segundo a operação do Espírito Santo (Tiago 2:19). Os Fariseus obedeceram à lei a risco, mas não entraram no reino de Deus (Mat. 5:20). Se vamos servir ao Senhor, a obediência deve ser segundo o Espírito em amor (Oséias 6:6; Miquéias 6:8; Apoc. 2:4,5).
Deve ser lembrado que podemos ter intenção sem uma obediência completa. Pedro tinha intenção pura, tanto quando cortou a orelha direita do Malco (João 18:10) quando repreendeu o Senhor Jesus Cristo quando Este predisse Sua morte (Mat. 16:21-23). A igreja em Tiratira tinha muito amor, mas era displicente com a obediência e isso trouxe uma dura repreensão do Senhor (Apoc. 2:18-23). Se vamos servir o Senhor, o nosso amor deve ser com obediência.
Pelo estudo feito podemos entender bem melhor que o que Deus deseja é a adoração "em espírito e em verdade", é algo que nunca é produzido pelo homem, mas que vem somente de Deus. É produzida pelo Espírito de Deus e é segundo a Sua Palavra, para trazer os seus à imagem de Cristo (II Cor. 3:18).

 A Adoração Espiritual - I

João 4:15-26
Quando a Bíblia diz que Deus é Espírito, ela quer transmitir que Deus é o somatório de todos os significados do uso da palavra “espírito” na Bíblia, ou seja: substância invisível e ativa que promove ações em Si e nos outros. Inclui o fato que espíritos não têm corpo, são sem tamanho, formato, bitola, ou comprimento de um corpo, completamente separado de algo que é carnal ou de matéria (Charnock, V. I, pág. 181). “Deus é Espírito espiritíssimo, mais espiritual do que todos os anjos ou almas” (ibid, citando Gerhard). Como Ele excede tudo na essência do Seu ser, assim Ele excede tudo na Sua natureza de espírito: não tem nada grosso, pesado, ou de matéria na Sua essência.
Afirmar que “Deus é Espírito”, no contexto de João 4.24, é manifestar verdades sobre a verdadeira adoração do homem para com a Divindade. A própria essência de Deus, e não a vontade de apenas uma das Pessoas da Trindade se agrada com a adoração espiritual: espírito com Espírito.
Não fica isento, nessa adoração espiritual, o uso de lugares específicos e de objetos corporais, pois tudo Ele criou, e ao homem deu-lhe um corpo, este deve dar a Ele o Seu devido louvor (Salmos 150.6). O uso do corpo, com gestos cerimoniais, como os quais Jesus se referia no contexto, os dos fariseus e os dos samaritanos não agradaram, pois eram cerimônias mortas, feitas por tradição e não por um coração com entendimento. Os gestos cerimoniais originalmente apontavam às verdades de Deus. Deus quer que adoremos a Ele de entendimento e não com cerimônias mortas. Jesus está dizendo à mulher Samaritana que ela deve se separar de todos os modos carnais (“Nossos pais adoraram neste monte”, v. 20) e prestar louvor primeiramente nas ações do coração e acondicioná-lo mais corretamente à condição do Objeto adorado, que “é Espírito” (Charnock, V. I, pág. 179).
Creio que podemos aprender da instrução de Cristo sobre a adoração espiritual. Alguém disse: Devemos falar a Deus como Ele é, ou seja, em espírito. Da mesma forma, como Ele é deve modificar a nossa adoração a Ele. Por Deus ser tão excelente em essência, atributos e obras, Ele merece tanto a serenidade das nossas afeições quanto a maior decência das nossas manifestações.
O que a espiritualidade de Deus nos ensina a respeito da adoração espiritual?
1. A adoração espiritual somente pode ser praticada onde tem um alicerce do conhecimento da espiritualidade de Deus. Por isso Jesus relata à mulher samaritana que “Deus é Espírito” (João 4.24). O começo da adoração correta se descobre no reconhecimento das excelências de Deus. A ignorância não gera a adoração espiritual. Se Deus é adorado, é necessário saber como é esse Deus. Não podemos reverenciá-lO se não houvermos entendimento da Sua natureza e obras.
Os Seus atributos incitam a adoração espiritual. Por Deus ser misericordioso e grande em perdoar, Ele é “temido” (Salmos 130.4), ou seja, Deus foi adorado corretamente pelo reconhecimento do Seu atributo de misericórdia. Por Deus ser um Juiz justo, um fogo consumidor, uma adoração agradável com reverência e piedade a Ele é racional (Hebreus 12.28,29). Quando a profundidade e a riqueza da Sua sabedoria são consideradas, ou quando são contemplados os Seus juízos insondáveis e caminhos inescrutáveis é reconhecido que a Ele deve ser dada a glória (Romanos 11.33-36). Quando a imensidade das obras da mão de Deus é vista, o homem é levado a entender a sua própria baixeza junto com a realização que Deus é gracioso por pensar no homem e visitá-lo (Salmos 8.3,4). A benignidade de Deus para com um mundo em rebeldia contra O Santo deve levar o homem ao arrependimento, que é uma forma de adoração (Romanos 2.4). Como os Seus generosos e santos atributos nos incitam com motivos inumeráveis para adorá-lO, a Sua espiritualidade nos ensina que essa adoração deve ser espiritual, vinda da nossa alma.
Portanto, Aprenda da Palavra de Deus!
Medite na Sua Palavra (Salmos 1.1-3).
Louve Deus pelas Suas grandezas (Mateus. 6-9-13).
Faça que a sua adoração seja em espírito e em verdade
Por Deus ser Espírito, aprendemos também que:
2. A adoração espiritual sempre é agradável a Deus. As maneiras físicas de adoração podem mudar, como podem as montanhas ser mudadas em vales, mas Deus, sendo imutável, e, portanto, sempre Espírito, sempre desejará a adoração espiritual. Deus precisaria deixar de ser Espírito para que a adoração espiritual fosse desagradável a Ele.
Deus perpetuamente deve ser adorado. Por ser Espírito perpetuamente, Deus tem o direito de ser sempre adorado espiritualmente. No Jardim do Éden havia uma maneira de mostrar a adoração, na Lei de Moisés outra, e ainda uma outra maneira no Novo Testamento, mas todos eram unânimes em ensinar que Deus quer ser adorado pelo espírito do homem. No Jardim do Éden era comunhão com a voz de Deus e a obediência à Sua palavra (Gênesis 2.15-17; 3.8). A diferença entre as ofertas de Caim e de Abel foi a diferença na atitude do coração para com Deus (Gênesis 4.7, “Se bem fizeres, não é certo que serás aceito?”). A atitude de Abel foi com uma fé movida pelo amor, e, portanto, adoração espiritual. A atitude de Caim evidentemente não foi de coração pois, para Deus, não foi aceitável, e, portanto sabemos que não foi uma adoração espiritual. A Lei de Moisés, mesmo com uma multidão de ordenanças carnais e lavagens de sacrifícios, essas cerimônias não eram a adoração mais importante. A circuncisão do coração (Deuteronômio 10.16), e a adoração “ao SENHOR teu Deus com todo o seu coração, e com toda a tua alma” (Deuteronômio 30.10) era a principal e melhor adoração ensinada por Moisés, ou seja, adoração espiritual tinha prioridade sobre a observação das cerimônias.
Sempre convém termos um coração singular, reservado apenas para Ele, um coração sempre sensível à Sua vontade, às Suas perfeições, ou seja, um coração temente a Deus (Salmos 139.1- 4, 17, 23, 24).
A espiritualidade de Deus também nos ensina:
3. É dever de todo homem adorar a Deus em espírito tanto quanto é seu dever também temê-lo (João 4.24; Eclesiastes 12.13). A adoração verdadeira nada mais é do que atribuir a Deus a honra que Ele merece. Portanto, a postura correta dos nossos espíritos é importante na adoração. “Deus é Espírito” e, no espírito do homem, a imagem de Deus é mais clara. Portanto, não é racional servir ao nosso Criador somente com aquilo que voltará ao pó, e negar a Ele aquilo que nos faz ser criaturas superiores, o espírito que “volta a Deus, que o deu” (Eclesiastes 12.7). É racional sermos “sacrifícios vivos” na adoração espiritual, usando o corpo reverentemente de forma mínima, mas, na entrega maior, adorando com o nosso espírito (Romanos 12.1,2). Ser feito segundo a Sua imagem nos obriga a exercitar aquilo em nós que mais parece com Ele, ou seja, o espírito.
Não seja enganado em ser movido a crer que as cerimônias, movimentos ou posições do corpo superam ou igualam a adoração espiritual. Lembre-se que Deus olha para o coração (1 Samuel 16:7, “Porém o SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o SENHOR não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração.”; Salmos 147.10, 11; I Pedro 3.3, 4).
Lembre-se que Deus abençoou o povo que o louvava com dança e música nos tempos da bíblia, mas devemos entender que não foi pela dança ou pela música, mas pelo que Ele viu no coração que tal louvor foi aceito. Ele é Espírito e quer que os que O adoram, O adorem em espírito e em verdade.
Pela Palavra de Deus, conhecemos Deus como Ele é, e o que O agrada. Você tem ou não tem o conhecimento dEle no seu coração? Deus se revela exclusivamente a nós pelo Seu Filho, Jesus Cristo (João 1. 18, “Deus nunca foi visto por ninguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou”). Olhe para Jesus Cristo! Conhecemos Jesus Cristo pela fé. A fé verdadeira é aquela fundada na Verdade (Hebreus 11.1). A Verdade é conhecida pela Palavra de Deus. Portanto, submeta-se ao exame da Palavra de Deus. Preste atenção à sua pregação. Leia a reverentemente em sua casa. Guarde-a no seu coração. Creia no Salvador que ela apresenta: Jesus Cristo.

 A Adoração Espiritual - II

Romanos 1.8-10
Romanos 1.8-10,
v. 9, “Porque Deus, a quem sirvo em meu espírito, no evangelho de seu Filho, me é testemunha de como incessantemente faço menção de vós”
“Deus é Espírito”
Substâncias espirituais são mais excelentes do que as corporais, pois dão vitalidade às corporais; a alma do homem é mais excelente do que os outros animais; anjos são mais excelentes do que os homens (Salmos 8.5; Hebreus 2.7). O superior, na sua própria natureza, contém a dignidade do inferior. Deus deve ter, portanto, uma excelência acima de todos esses e sendo assim, é inteiramente removido das condições de um corpo (Charnock).
O que a espiritualidade de Deus nos ensina a respeito da adoração espiritual?
1. Ensina-nos que o culto reverente e a adoração apropriada do evangelho de Seu Filho baseiam-se no espiritual. A obediência ao evangelho de Seu Filho é mais espiritual do que qualquer cerimônia ou oblação da Lei de Moisés. O alvo do evangelho de Seu Filho é a adoração espiritual, através do Espírito Santo que regenera o espírito do homem que está morto no pecado. Na mesma medida e grau em que as ações da observação da lei eram do corpo, o alvo do evangelho de Jesus Cristo é espiritual. Paulo prova que a adoração espiritual é somente possível pela conversão da alma por Jesus Cristo, ou seja, pelo Evangelho. Ele prova isso quando afirma que serve a Deus em seu espírito pelo evangelho do Seu Filho (Romanos 1.9).
Quando o evangelho é proclamado aos que estão espiritualmente mortos, ele vivifica-os espiritualmente para Deus (I Pedro 4.6; Efésios 2.1,4). Deus, pelo Espírito, testifica de Cristo, o único Salvador, aos pecadores através do evangelho (Atos 20.21). Somente depois de o homem ser vivificado no espírito pode ele cultuar a Deus (II Coríntios 2.14-16). Desde que a regeneração do espírito do homem, ou seja, a vivificação do homem novo é uma obra do Espírito Santo, o culto e a adoração do evangelho baseiam-se no espiritual. A obediência ao evangelho faz a adoração a Deus ser uma adoração mais sublime e espiritual por ser realizada no homem interior que foi vivificado pelo Espírito Santo de Deus.
Em contraste com a adoração do Velho Testamento, pode ser dito que aos adoradores foi dado o pão dos anjos (Salmos 78.25). Todavia, na época do Novo Testamento, temos os próprios anjos servindo a nós (Hebreus 1.14). Nisso percebemos que o evangelho é mais espiritual do que a adoração cerimonial do Velho Testamento.
O evangelho é chamado “culto racional” (Romanos 12.1). É chamado assim, pois, o evangelho é um culto adequado às capacidades racionais da alma. As capacidades racionais do homem Cristão são aperfeiçoadas quando o evangelho é obedecido.
2. Ensina-nos que a essência da adoração verdadeira é espiritual, pois se expressa pelo amor a Deus (I João 4.19; João 14.15), pela fé em Deus (Atos 16.31), e é movida por causa da Sua bondade (Romanos 2.4). A substância da adoração prazerosa é espiritual, pois é comunhão com Ele, que é Espírito (I João 1.3).
Pelo evangelho de Seu Filho, as cerimônias, oblações, holocaustos, e tradições da lei foram removidos e o seu significado moral espiritualizado. Os mandamentos que nos instruíram tanto em nosso dever para com Deus quanto em relação ao nosso dever para com o homem, no evangelho são reduzidos ao seu significado espiritual, ou seja, amor a Deus de todo o nosso coração e amor pelo próximo como amamo-nos a nós mesmos (Marcos 12.30,31; Tiago 2.8). Por isso a adoração verdadeira é espiritual.
3. Ensina-nos que a essência da adoração neotestamentária é melhor do que a adoração da lei. A alma voa mais alto, pois entra no céu. O cheiro das afeições renovadas pelo evangelho de Jesus Cristo é um perfume mais forte do que qualquer cerimônia de religião. O alvo da forma da adoração do evangelho é mais sincero, pois Cristo é conhecido pessoalmente e o Espírito Santo vem habitar no Cristão auxiliando a sua adoração (Gálatas 4.4-6; Romanos 8.9-16). Por isso a adoração verdadeira é espiritual.
4. Ensina-nos que a adoração neotestamentária tem o auxilio do Espírito Santo e, portanto, é mais espiritual do que qualquer adoração anterior. O próprio Espírito Santo é derramado pela proclamação do evangelho de Jesus Cristo (Efésios 1.13; Filipenses 1.27; I Pedro 4.6). No Velho Testamento, o Espírito Santo somente visitava os santos (Números 11.25; Juizes 3.10). No evangelho, o Espírito Santo não somente paira, mas habita no coração do Cristão (Gálatas 4.6; João 7.38,39), fazendo da adoração do evangelho de Jesus Cristo mais espiritual do que a adoração dada pela Lei de Moisés.
Cristo fez que o evangelho fosse apto para um coração espiritual, e o Espírito transformou o coração de carne e adequou-o para o evangelho espiritual.
5. Ensina-nos que por Deus ser espiritual, Ele merece o culto reverente e a adoração espiritual que são dados através do evangelho de Seu Filho. Ele se agrada mais com o espiritual do que com as cerimônias exigentes, as ordenanças custosas e as tradições corporais da Lei de Moisés. Um único Cristão O adorando em culto reverente e na adoração adequada pela obediência de Seu Filho é mais prazeroso a Deus do que milhões de altares fumaçando com as oblações mais custosas. Deus se agrada mais desta adoração que exala do coração de um Cristão espiritual porque Deus é Espírito e importa a Ele que os que O adoram O adorem em espírito e em verdade (João 4.23.24).
Quando Deus olha para você e para sua adoração, Ele vê o que é mais prazeroso a Ele? Ele recebe de você a adoração espiritual e obediente do homem novo criado pelo Espírito Santo no evangelho do Seu Filho? Não se contente com a mera religião, evangélica ou protestante, nem com as cerimônias de uma adoração mecânica (Mateus 7.21-23). Deus não se contenta com obras de qualquer religião que não emanam de um coração transformado por Seu Espírito (Salmos 51.6, “Eis que amas a verdade no íntimo”; I Pedro 3.4, “Mas o homem encoberto no coração; no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus”). Examine-se a si mesmo se a sua adoração se origina de um espírito quebrantado e de um coração quebrantado e contrito, pois esta adoração Deus não desprezará (Salmos 51.16,17; Mateus 5.3-6). Que lugar tem o arrependimento e a fé em Cristo Jesus na sua adoração? A sua adoração a Deus, que é Espírito, é a adoração do homem novo criado pelo Espírito Santo através do evangelho do Seu Filho Jesus Cristo?

A Adoração Espiritual - III

Salmos 150.6
Salmos 150.6, “Tudo quanto tem fôlego louve ao SENHOR. Louvai ao SENHOR”.
Tudo que tem fôlego deve louvar ao SENHOR. Porém toda e qualquer adoração deve ser espiritual, pois Deus é Espírito. A adoração espiritual não é uma adoração sem entendimento, mas, uma que usa o conhecimento da excelência de Deus como motivo do seu louvor. Reconhecer Deus como soberano e regozijar na glória dos Seus atributos manifestos no Redentor é adoração espiritual e são ações do espírito de um homem regenerado. É assim que o Salmista nos instrui: “Pois Deus é o Rei de toda a terra, cantai louvores com inteligência.” (Salmos 47.7; I Coríntios 14.12-20). A adoração sem entendimento, ou inteligência, não é culto racional, algo que Deus pede (Romanos 12.1,2). Tentativas de adorar ao Senhor somente com as sensações são ações de um bruto. O louvor que usa a razão é adoração de um homem para com seu Deus. A adoração espiritual é louvor que corresponde à natureza nova de um homem regenerado (Romanos 8.5 “os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito.”). Portanto, a regeneração deve preceder qualquer possibilidade de adoração espiritual e verdadeira. Importa a Deus que os que O “adoram adorem em espírito e em verdade” (João 4.24). Não procure adorar a Deus se não for regenerado. Busque a Cristo! Cristo é o Salvador do pecador arrependido que crê pela fé nEle. Através de Cristo, um novo homem é gerado, um homem espiritual.
Como temos percebido nos estudos anteriores, a adoração espiritual só pode ser uma atividade do homem interior que nasce do espírito de Deus (João 3.3,5,7). O Cristão precisa do auxílio do Espírito Santo de Deus para adorar corretamente. Não podemos mortificar a concupiscência sem o auxílio do Espírito (Romanos 8.13), e tampouco a nossa adoração é espiritual sem o Seu auxílio (Romanos 8.6 “mas a inclinação do Espírito é vida e paz”; 8.26 “o mesmo Espírito intercede por nós”; Efésios 6.18 “Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito”; Judas 20 “Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo”). Não podemos clamar “Abba, Pai” sem o Espírito Santo nos impelindo a tal adoração espiritual.
A adoração espiritual também deve ser com sinceridade. Quando Paulo diz “Porque Deus, a quem sirvo em meu espírito”, ele não estava se referindo ao auxílio do Espírito Santo que o impele a servir Deus. Ele está expressando que ele serve o Senhor Deus com um coração reverente e sincero (Romanos 1.9). Deus merece o nosso coração. Podemos dar a nossa língua, nossos lábios, ou as nossas mãos, sem o nosso coração, mas o coração não pode ser exercitado em adoração verdadeira sem a atividade da nossa língua, lábios, e mãos santas (I Timóteo 2.8; Provérbios 23.26). As duas pequenas moedas da viúva foram mais valiosas do que as ofertas volumosas dos ricos por serem de um coração sincero em adoração espiritual e verdadeira (Marcos 12.41-44). Portanto, a adoração espiritual envolve a sinceridade que temos, seja na área financeira, ou física.
A adoração corporal não é rejeitada por Deus na adoração espiritual. Mesmo que a adoração espiritual seja mais importante e prazerosa a Deus, não devemos omitir o que foi menos exigido, ou seja, o uso do corpo na adoração (Mateus 23.23; Lucas 11.42). A lei cerimonial tinha a intenção do espiritual, assim o nosso espiritual pode ter a ação do corpo. Contudo, a adoração só pode ser verdadeira se o corpo que adora, adora com um espírito santo. Um corpo moralmente sujo indica um coração pecaminoso. Tal adoração é rejeitada. O culto racional consiste tanto numa mente renovada quanto num corpo santo apresentado a Deus (Romanos 12.1,2; I Timóteo 2.8). Os nossos corpos devem ser sacrifícios vivos. Na adoração espiritual os nossos corpos não devem estar mortos, mas mortificados para o pecado (Romanos 8.13). Um sacrifício vivo se manifesta pela vivência da nova natureza, numa postura santa com as afeições crucificadas para tudo que é da carne ou do mundo. Como a divindade de Cristo foi manifesta pelas Suas ações, assim também a nossa espiritualidade deve ser manifesta nas nossas ações de adoração. “Dar a Deus louvor através do corpo e não da alma é hipocrisia; dar a Deus culto em espírito e não com o corpo é sacrilégio; não dar louvor com o corpo nem com o espírito é ateísmo.” (Citação de Sherman’s Greek in the Temple, pgs. 61,62 por Charnock, pág. 220).
Mas a adoração corporal deve ser espiritual para ser aceita por Deus, que é Espírito. Portanto, ela deve ser limitada àquilo que é reverente, solene, respeitoso e dirigido pela inteligência. Somente dessa maneira pode a adoração correta ser um culto racional e espiritual. A expressão corporal deve ser uma reflexão do homem novo que deleita-se na lei de Deus (Romanos 7.22). Nenhuma carnalidade, sensualidade, ou movimento sugestivo da carne, é reflexo de um homem novo que se deleita na lei de Deus (I Pedro 3.3,4; Efésios 4.22,24 “um novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade”; Tiago 3.13-18, “Quem dentre vós é sábio e entendido? Mostre pelo seu bom trato as suas obras em mansidão de sabedoria. Mas, se tendes amarga inveja, e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade. Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica. Porque onde há inveja e espírito faccioso aí há perturbação e toda a obra perversa. Mas a sabedoria que do alto vem é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia. Ora, o fruto da justiça semeia-se na paz, para os que exercitam a paz.”). Portanto, a adoração verdadeira usa o corpo, mas, nunca a carne.
Cristo é o nosso exemplo e Ele adorou o Seu Pai da forma mais correta. Ele adorou Deus corporalmente; Ele orou em voz alta, ajoelhou-Se, ergueu Seus olhos ao céu juntamente com Seu espírito quando Ele louvou o Seu Pai pela misericórdia recebida, ou rogou para que os Seus discípulos fossem abençoados (João 11.41; 17.1,11). Os homens santos de Deus têm usado os seus corpos em expressões de adoração espiritual: Abraão se prostrou, o apóstolo Paulo se ajoelhou, estes usaram suas línguas e levantaram suas mãos, mostrando-nos que a adoração espiritual necessita de expressão corporal. E por Deus ser Espírito e também Santo, essas expressões corporais devem espelhar o homem novo regenerado adorando reverentemente.
É verdade que o corpo deve ser usado, segundo o entendimento na adoração espiritual e entendemos isso pelo fato de que Jesus instituiu o Seu tipo de igreja e estabeleceu ordenanças nela que só podem ser observadas empregando o corpo. Deus pede a nossa presença corporal no ajuntamento (Hebreus 11.25; Salmos 122.1). As ordenanças, tanto do batismo, quanto da ceia, pedem a participação do nosso corpo na adoração (Mateus 28.19; I Coríntios 11.23-27). As duas ordenanças manifestam publicamente Cristo e a Sua redenção completa e vitoriosa. Mas, nem por isso, devemos ser dados à gritaria ou à expressão corporal espontânea e sem controle (Efésios 4.31, “Toda a amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmia e toda a malícia sejam tiradas dentre vós”; I Coríntios 14.40). O fato do corpo participar na adoração verdadeira não indica que ela deve ser menos espiritual, mas, as ações do corpo também devem expressar reverência e santidade (Habacuque 2.20 “Mas o SENHOR está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra.”). A adoração não deve deixar de ser um “culto racional”, ou seja, com entendimento quando há o uso do corpo nela. É sábio notar que as expressões corporais são somente expressões, e não substituem a própria adoração. Orações compridas, cânticos talentosos, ou qualquer outra expressão corporal, são nada sem o amor interior a Deus (I Coríntios 13.1-3). Deus quer para Ele mesmo o nosso coração. As cerimônias religiosas foram instituídas para ajudar-nos quanto a nossa adoração espiritual, não para serem a própria adoração. Um homem que se mostra religioso, mas, sem uma adoração com o espírito é igual a igreja de Sardes que “tens nome de que vives, e estás morto.” (Apocalipse 3.1). A adoração usa o corpo para se expressar, mas mesmo assim é necessário que examinemos que ela não deixa de ser espiritual (Lucas 11.39-44).
Por causa do perigo da carne misturar-se à adoração corporal devemos examinar-nos concernente a nossa maneira de adoração. Estamos nos últimos dias e o apóstolo Paulo nos diz: muito terão nestes dias “aparência de piedade, mas negando a eficácia dela” (II Timóteo 3.1,5). Portanto, devemos nos examinar se não é assim conosco. Para ajudar nesse exame particular, considere essas indagações: A nossa diligência é exterior ou interior? Os nossos sacrifícios ao Senhor são sacrifícios vivos e santos, ou sacrifícios de obras mortas da carne? Você se recorda que qualquer carnalidade na adoração não só faz a adoração ser inaceitável, mas abominável a Deus (Apocalipse 3.16; Salmos 66.18)?
Para ter uma adoração espiritual, você deve lembrar-se: vigilância contínua é necessária (Mateus 26.41). Um andar espiritual de dia impedirá a contaminação com a concupiscência na adoração de noite. Lembre-se também que é necessário nutrir um amor para com Deus que nos leve a depender dEle (Provérbios 16.3; Salmos 37.4). Para cultivar uma adoração espiritual, nutra pensamentos corretos a respeito da majestade de Deus na sua mente. Praticar esses conselhos fará com que adoremos ao Senhor em espírito “e em verdade” (João 4.24; Filipenses 4.8). De forma a auxiliar também a adoração espiritual pública devemos cultivar uma comunhão particular com o Senhor (Jeremias 15.16).
Para medir a veracidade da nossa adoração, devemos apenas notar se nos tornamos mais maduros espiritualmente depois do exercício dela. O fruto da adoração espiritual é visto numa obediência maior à Palavra de Deus (Mateus 7.24-27) e num amor aperfeiçoado para com Deus e para com os homens (João 13.35). O homem novo pelo conhecimento de Deus é renovado (Colossenses 3.10). A comunhão que você experimentou na adoração foi uma comunhão com Deus ou um inter-relacionamento com seu próprio ego? Foi algo que lhe edificou ou somente lhe entreteve?

QUE DEUS EM NOS ABENÇOE. QUE ELE VEJA EM CADA UM DE NÓS VERDADEIROS ADORADORES. ( Fonte Pastor Valdir Lenz.)


O cenário que contemplamos é no mínimo curioso. Uma população alvoroçada pela presença de Jesus que passava por Jericó. Cidade esta que segundo Josefo, desde a construção de seus palácios, não funcionou apenas como um centro agrícola e nem como um cruzamento, mas como uma estação de inverno à aristocracia de Jerusalém contando com milhares de habitantes. A multidão o apertava e comprimia, querendo tocar no Senhor, querendo uma benção, um milagre, uma solução… Lá estava também um homem que vivia naquela região, um homem rico de pequena estatura, chefe dos cobradores de impostos, seu nome era Zaqueu, o Publicano.
1- Uma Multidão à frente de um necessitado.
A bíblia diz que este homem desejava ver quem era Jesus, mas era impedido pela grande multidão que estava próxima de Jesus e pela sua pequena estatura.Nós vamos analizar um pouco a vida que Zaqueu vivia naquela sociedade, o tipo de homem que possivelmente ele era, mas não é este o foco desta palavra.Alguns comentaristas dizem que havia naquela época um ditado em Israel: “Um Publicano vivo vale menos que um cachorro morto.” Alguns publicanos converteram-se ao cristianisno, entre os quais Mateus. (Mt 9:9) deixou o ofício para tornar-se apóstolo e como cada peixe gera os de sua espécie, creio que muitos mais se convertaram através de Mateus.“Publicano é o nome dado aos coletores de impostos nas províncias do Império Romano.Buckland afirma que havia duas espécies de publicanos: os publicanos gerais que eram responsáveis pela renda do império, frente ao Imperador, e os publicanos delegados por estes em cada província. Os que eram considerados pelas “suas rapinas e extorsões, como ladrões e gatunos” seriam as classes inferiores dos publicanos, sendo que para tal, os publicanos gerais nomeavam nas províncias entre os próprios da nação a ser tributada. Destarte, eram odiados entre os judeus, um judeu que cobrava impostos para nação dominadora. Ainda segundo Buckland, uma virtude sobre eles residia, não eram hipócritas, como alguns fariseus que se denominavam vigilantes da lei mosaica, e não admitia que se comesse a mesa com um publicano.” (Wikipédia)É neste cenário que vivia Zaqueu, que não somente era um Publicano cobrador de impostos ele era o chefe deles. Quando algum cobrador de impostos ia cobrar os cidadãos, possivelmente eles diziam: Zaqueu nosso chefe nos mandou cobrar seus impostos. João Batista, quando foi indagado pelos publicanos sobre como deveriam proceder, recomendou-lhes que não tomassem das pessoas além do que lhes estava ordenado recolher (Lc 3:12-13). Você consegue então imaginar o ódio que aquela população nutria por Zaqueu? Possivelmente ele era um homem que quando passava as pessoas chegavam a virar o rosto e a cuspir, pois o consideravam um tremendo pecador, uma pessoa desprezível e indigna de convívio social. Talvez tentando se aproximar de Jesus tenha recebido muitas cotoveladas daquela multidão que estava ao redor, o broqueio era impenetrável o cerco à Bênção (Jesus) era forte e uma pessoa indesejável como Zaqueu jamais entraria para que conseguisse estar frente a frente co!m Jesus, pois era só isso que o Publicano precisava, mas havia uma multidão no caminho que não deixava ele chegar ao mestre. É sobre essa multidão que lotam nossas igrejas que queremos falar nesta palavra. Gente que quer Jesus, mas que esquece que outros precisam entrar.
2- Uma Multidão Egoísta e Convencida.Era uma multidão de pessoas em campanha, com um desejo enorme de serem abençoados por Jesus, talvez tenha se espalhado a notícia de que quem estivesse a frente de Jesus quando ele passasse seria curado, liberto, restaurado, abençoado com toda a sorte de Bênçãos. Então imaginamos os gritos frenéticos das pessoas dizendo: Jesus de Nazaré olha para mim! Jesus Cura-me! Jesus filho de Davi salva meu filho! Jesus abençoa minha vida financeira! Cura minha mãe! Liberta meu filho! Quebra as cadeias de minha vida! Jesus me dê um emprego! Jesus eu estou nesta corrente desde manhã! Não estou aqui criticando as campanhas de busca, pois creio que tem seu valor, mas apenas afirmando que cristianismo não é isso ou só isso como queira o amado leitor. Para aquela multidão que corria atrás das suas bênçãos não importava mais ninguém, eles queriam ser abençoados e não estavam preocupados com mais ninguém a não ser consigo mesmos… Eram crentes egoístas correndo at!rás de bênçãos, Eram crentes em Jesus sim! Mas, crentes sem visão, e que egocêntricos perseguiam Jesus pensando somente em si mesmos e nunca veriam a necessidade de um homem que parecia ter tudo, mas que era um excluído social, um solitário, carente, perdido e doente precisando de cura, mas aqueles crentes em Jesus estavam preocupados demais consigo mesmos para o ajudar.Quando vejo a Igreja de hoje correndo atrás somente de bênçãos através de campanhas e mais campanhas disto e daquilo, as vezes consigo compara-los com aquela multidão que pensava: Cada um por si e Deus por todos. E quando vejo ministros incentivando esta multidão a correr atrás somente de seus interesses, então penso o quanto longe estão da visão de Jesus a qual você verá nestas linhas que foi completamente diferente da visão de muitos ministros de hoje.Graças a Deus que nem todos estão preocupados somente consigo mesmos na Igreja de hoje, vejo que muitos tem ainda a mesma visão de Jesus quanto as almas perdidas a sabem que uma alma vale mais que o mundo todo e estão obedecendo a palavra e levantando os olhos “…levantai os vossos olhos, e vede os campos, que já estão brancos para a ceifa.” (João 4:35)A Igreja só poderá ver os Zaqueus ao seu redor quando tirar os olhos de seus próprios umbigos e levantar a visão para olhar mais longe. Então encontraremos mendigos, drogados, solitários, ricos e pobres precisando de Jesus e os levaremos à salvação.Em Lucas capitulo 5:17 encontramos mais um quadro em que se aproximar de Jesus era algo impossível por conta da multidão que estava na casa e fora da casa que ele ensinava e curava. Porem havia alguns homens que não pensaram somente em si, pensaram em ajudar um paralítico que estava em um leito.E eis que uns homens, trazendo num leito um paralítico, procuravam introduzi-lo e pô-lo diante dele.Mas, não achando por onde o pudessem introduzir por causa da multidão, subiram ao telhado e, por entre as telhas, o baixaram com o leito, para o meio de todos, diante de Jesus.(Lucas 5:18-19)Esse é o espírito que sempre moveu a Igreja de Cristo, o desejo ardente de sempre conduzir o pecador o necessitado até Jesus, não impedir a chegada deles até o Senhor.A Multidão do tempo de Zaqueu também era convencida de que Jesus era somente para eles, para lhes atender seus caprichos e necessidades. Estavam convictos de que Jesus viera somente por eles, um povo que se sentia detentores da verdade e cumpridores da lei de Deus. Em sua curta visão, jamais imaginavam que Jesus viera por causa de um miserável Publicano.
3- Jesus despreza esta Igreja Egoísta.
E correndo adiante, subiu a um sicômoro a fim de vê-lo, porque havia de passar por ali.(Lucas 19:4)Jesus tinha uma grande missão e o alvo de Jesus era um Zaqueu que jamais imaginava que Jesus o conhecia pelo nome. Jesus chega debaixo do sicômoro e o chama! Que surpresa não foi para aquela grande multidão que Jesus desse atenção para um desprezível Publicano e em seguida, deixando todos para estar com aquele homem que todos odiavam ao invés de amar. Aquela multidão ficou indignada por se sentir desprezada por Jesus. “Ao verem isso, todos murmuravam, dizendo: Entrou para ser hóspede de um homem pecador” (Lc 19:7) Uma multidão com uma grande fé, mas sem nenhuma visão. O egoísmo daquela época ainda existe no meio dos que dizem seguir Jesus hoje, O ódio e o desprezo tragicamente ainda faz parte da vida de muitos… Imagine você no meio daquela multidão, sendo abandonado por Jesus por alguém que você despreza. Creio mesmo que a graça e unção de Deus nos deixará enquanto formos celetistas.A mensagem de Jesus era clara! Ninguém merece menos que atenção, carinho e amor. Quando Jesus deixa esta multidão ele estava dando uma lição e de alguma forma mostrando sua visão de que ele deixa tudo por uma Ovelha perdida, lembra da parábola das cem Ovelhas? Amado leitor: Se você quiser andar com Jesus terá que andar perto dos desprezíveis, abandonados, repugnantes criaturas de nossa sociedade, sociedade esta que se diz tão certa, tão perfeita ao ponto de excluir e nunca incluir. A Igreja de Jesus é Igreja de Inclusão! Jesus ama os excluídos!
4- Jesus acredita que todos podem se arrepender.Existe uma expectativa maravilhosa no coração Jesus acerca do arrependimento e salvação do perdido, expectativa esta que parece ter desaparecido do coração de muitos seguidores de Jesus. Eles dizem: Esta pessoa não tem jeito! Este não muda nunca! Pau que nasce torto morre torto! Bom, eu não acredito que essa figura mudou, creio que está fingindo! Amado leitor: Você já ouvio isto em algum lugar? “Zaqueu, porém, levantando-se, disse ao Senhor: Eis aqui, Senhor, dou aos pobres metade dos meus bens; e se em alguma coisa tenho defraudado alguém, eu lho restituo quadruplicado.” (Lc 19:8) A proposta de Jesus frente aquela multidão era que aqueles presentes pudessem entender que não ha vida que não possa mudar com a presença Dele. Eu pessoalmente creio que quem não crê que alguém possa mudar é porque não mudou efetivamente! A Igreja tem que voltar a crer que é possível o impenitente tornar-se penitente, que o torto se endireita sim. Jesus acredita nist!o e deseja mover-nos a acreditar. “Disse-lhe Jesus: Hoje veio a salvação a esta casa, porquanto também este é filho de Abraão. Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.” (lc 19:9)Nosso Deus é o Deus do Impossível e enquanto Ele for este Deus ele fará coisas que aos olhos dos homens parecem impossíveis.
Em Uma Visão de Fé!
ANDANDO EM ESPÍRITO E VIVENDO EM ESPÍRITO
INTRODUÇÃO: Neste estudo procuramos através da Palavra de Deus, ver o que o crente deve fazer para andar em Espírito e viver em Espírito. Pois o assunto é pouco ensinado nas igrejas.
1ª Parte: Praticar a consciência da presença de Deus__ É necessário que o crente venha a tomar a consciência da presença de Deus em sua vida Dia e Noite. Mt. 28: 19 e 20
O crente precisa entender que quando a bíblia fala de Deus conosco, é Deus presente em todos os momentos das nossas vidas. Mt. 1: 23. O Crente precisa compreender, que ele é o Santuário vivo, do Deus vivo. E que ele carrega a presença de Deus dentro do seu próprio coração.II Co. 6: 16; Jõ. 14: 23; I Co. 3: 16 Jõ. 14: 15 ao 23.
A reverencia na igreja, é ter a consciência da presença de Deus. Mt. 18: 18 ao 20; Lc. 24: 13 ao 15; Hc. 2: 20. Em qualquer momento de se fazer qualquer coisa errada, é lembrar que Deus está presente. II Cr.16: 9; Gn. 17: 1.
O crente tem que entender que em qualquer parte e em qualquer lugar, Deus se faz presente. Ninguém pode fugir da presença de Deus. Sl. 139: 1 ao 13. Praticar a presença de Deus, trás descansando. Ex. 33: 14.
2ª Parte: Andai em obediência__ Para que o crente venha a ser espiritual, ele tem que andar em obediência a Palavra de Deus. At. 5: 32.
O homem para ser espiritual, ele tem que ser primeiro servo, e os servos são aqueles que não discute, mas obedece. Rm. 6: 16 ao 18; Lv. 25: 55; Gl. 1: 10.
O homem tem que entender que a desobediência foi a causa da queda do primeiro homem. Adão. Gn. 3: 1 ao 6; I Co. 15: 45 e 46.
Mas também podemos dizer que foi pela obediência do segundo homem, que nós recebemos a promessa do Espírito. Fp. 2: 5 ao 10; Dt. 28: 1. Hoje, o que mais podemos ver na vida dos crentes é sacrifícios que só satisfaz a carne, mas que não ajuda nada na vida espiritual.Cl. 2: 16 ao 23; I Sm. 15: 22.
Vamos ver na Palavra de Deus um exemplo de obediência e fidelidade. Jr. 35: 1 ao 10; Jr. 35: 18 e 19.
3ª. Parte: Comunhão com Deus__ Para se ter comunhão com Deus é preciso ter a vida santificada, ou seja, em santificação.Pois ninguém pode ter acesso a sala do Trono sem santificação. Hb. 12: 14. Santificação é se apartar ou separar-se de tudo que não agrada a Deus. Lv. 20: 7 e 24.
Para conseguir ter comunhão com Deus, é preciso que o crente se aparte, se separe das obras más, e procurar meditar na Palavra de Deus. Sl. 1: 1 ao 3.
Fazer do seu corpo, alma e Espírito instrumento para a Santificação. I Ts. 5: 23.
É impossível que qualquer crente que viva uma vida impura, venha a ter comunhão com Deus. I Ts. 4: 3 ao 7.
A comunhão com Deus o homem só alcança sendo santo e levando uma vida de oração. I Pd.1: 16; I Ts. 5: 17. Muitos crentes acham que para ter comunhão com Deus basta estar na igreja, mas somente estar na igreja não basta. É preciso estar com a sua vida no Trono da Graça. Hb. 4; 16; Sl. 103; 19.
O homem que tem comunhão com Deus, os seus tesouros e os seus pensamentos estão no Céu. Mt.6: 19 ao 21; Cl. 3: 1 ao 3.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012


RECONSTRUINDO NOSSAS VIDAS.
Zacarias. 4: 1 – 6. 
“E o anjo que falava comigo voltou, e despertou-me, como a um homem que é despertado do seu sono,
E disse-me: Que vês? E eu disse: Olho, e eis que vejo um castiçal todo de ouro, e um vaso de azeite no seu topo, com as suas sete lâmpadas; e sete canudos, um para cada uma das lâmpadas que estão no seu topo.
E, por cima dele, duas oliveiras, uma à direita do vaso de azeite, e outra à sua esquerda.
E respondi, dizendo ao anjo que falava comigo: Senhor meu, que é isto? .
Então respondeu o anjo que falava comigo, dizendo-me: Não sabes tu o que é isto? E eu disse: Não, senhor meu.
E respondeu-me, dizendo: Esta é a palavra do SENHOR a Zorobabel, dizendo: Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos.”

Eu sou pregador desde 1999. Quando preguei pela primeira vez na cidade de Três de Maio, numa Campanha de Evangelismo, lá na Igreja Batista Brasileira. Quem era o pastor naquela época lá era o Pastor Carlos Borges. Portanto, são aproximadamente 13 anos de pregação. Eu sei disto porque eu marquei esta data, por que foi quando ganhamos ali as primeiras sete pessoas para Jesus naquela Evangelização.
Então, vencida aquela primeira vez, eu passei a pregar muitas outras vezes...
 
O TEXTO BIBLICO para a nossa Mensagem SE ENCONTRA no livro de Zacarias. Quase nunca tenho pregado baseado no livro de zacarias.
Talvez seja porque a linguagem do livro é altamente simbólica, e às vezes difícil, como ocorre com o livro de Apocalipse no Novo Testamento.
Mas eu estudei muito esta mensagem, e espero que a mensagem desse livro, cause um impacto transformador em sua vida. Amém?

Ilustração: 

Certa vez, um homem saiu em viagem de avião. E durante a viagem, enquanto voava sobre o mar, um dos motores do avião falhou e o piloto teve que fazer uma aterrissagem forçada no oceano.
Quase todos morreram, mas este homem conseguiu se agarrar a alguma coisa e se manteve flutuando sobre a água. Muito tempo depois, ele chegou a uma ilha deserta, chegou cansado, mas estava vivo! Então, ele agradeceu a Deus por ter sido livrado da morte. Para se alimentar, comeu peixes. Depois, a fim de se proteger, cortou algumas árvores e com muito esforço construiu uma casa. Na verdade era uma barraca, era rude, feita de madeira e folhas. Mas para ele era a sua casa! Aquele homem ficou satisfeito e uma mais vez, agradeceu a Deus, porque podia dormir tranqüilo e sem medo dos animais selvagens que pudesse existir naquela ilha... Um dia, ele estava pescando, e quando terminou, viu que havia apanhado muitos peixes. Ele ficou muito satisfeito, pois a comida era abundante. Mas ao voltar para a sua casa, qual não foi o tamanho de sua decepção ao ver que sua casa estava totalmente em chamas, incendiada. O homem se sentou sobre uma pedra, chorou e disse com amargura:
“Deus! Como é que o Senhor pôde deixar que isto me aconteça?! O Senhor sabe que eu preciso muito dessa casa, ela é meu abrigo, e agora deixa que minha casa pegue fogo... o Senhor não tem compaixão de mim?” Nesse mesmo instante, uma mão se pôs sobre o seu ombro e ouviu uma voz, dizendo: “Rapaz, vamos! O homem virou o rosto para ver quem estava falando com ele, e qual não foi a sua surpresa, quando viu a sua frente um soldado do corpo de salvamento, todo uniformizado, e que lhe dizia:

 “Rapaz, vamos. Eu vim resgata-lo!” “Mas como é possível? Como vocês souberam que eu estava aqui?” O soldado explicou: “Ah! Nós vimos o seu sinal de fumaça pedindo socorro. Então entramos no barco e chegamos aqui. Nós viéssemos buscá-lo!” Aí, os dois subiram ao bote e assim o homem foi levado a salvo e teve sua vida reconstruída.

Amado, a primeira lição desse texto do livro de Zacarias, é que:
PARA DEUS RECONSTRUIR A NOSSA VIDA ELE NOS DESPERTA
Lemos no v.1: “E o anjo que falava comigo voltou, e despertou-me, como a um homem que é despertado do seu sono.
 “...me acordou, como se acorda alguém que está dormindo”.
É isso que faz do livro de Zacarias um livro diferente de todos os outros livros do Velho Testamento: ele usa simbolismos.
 
 Para os leitores do tempo de Zacarias o significado não era difícil de entender.

Todavia, para nós hoje, o significado é obscuro e difícil de explicar...
 
Mas há algo que é muito claro nesse livro: é o propósito de Deus.
A nação de Israel estava destruída... Babilônia tinha vencido e todo o povo de Israel havia sido levado cativo da Babilônia...
Isso durou 70 anos, até que agora, nesse ponto que estamos no cap.4, o povo de Israel voltou para o seu lugar e se lançou à tarefa de reconstruir, de entre os escombros, a nação, que antes, era tão poderosa.
 
Agora, aqui no v.1, lemos que Zacarias, ele estava desanimado por ver sua gente destruída... tudo causou uma confusão nos sentidos do profeta, que ele teve que ser despertado “como um homem que é despertado do seu sono”.
 
É um anjo de Deus que faz o serviço de despertar a Zacarias que, absorto em seus pensamentos e sentimentos, não se animava em se por a reconstruir a cidade.
Quando as crises de ordem pessoal, familiar, matrimonial, financeira, vêm sobre a vida da gente, essas crises podem causar em nós um impacto tão grande que ficamos depressivos, ensimesmados, a ponto de perder de vista a maneira de como resolver nossos problemas... Aí, precisamos ser despertados como pessoas que dormem.
E Deus, através de diversas formas, desperta a nossa atenção a fim de reconstruir nossa vida.
 
Deus usa a Bíblia, usa a palavra de sabedoria de um irmão, usa uma circunstância para reconstruir nossa vida.
Deus usou um anjo para despertar Zacarias, como se acorda alguém que está dormindo... e hoje, nesta noite, Deus está despertando você a fim de reconstruir a sua vida! Glória a Deus?
 
...e por que Deus faz isso?
DEUS RECONSTRÓI NOSSA VIDA PORQUE NOS DÁ VALOR
No v.2 lemos isto: “O que é que você está vendo?” E Zacarias respondeu: “Estou vendo um candelabro de ouro...”.
Nesta visão de Zacarias, depois dele ter sido despertado para ver a maneira como Deus iria reconstruir a nação, é mostrado a ele um candelabro...
 Mas não era um candelabro qualquer... não era um candelabro comum... Zacarias descreve esse candelabro como um candelabro de ouro maciço... toda a sua composição era de ouro puro... não havia mistura, mas somente ouro... e não era só cobertura de ouro... era um candelabro de ouro maciço!
Isto nos leva a pensar que esse candelabro era de um valor incalculável, imensurável...
 
Mas, que era esse candelabro? ...era um símbolo de Israel... o candelabro simboliza o povo de Deus.
Oh! Amados, isto é tremendo... Deus estava mostrando a Zacarias: “Israel é precioso para mim... aos meus olhos [diz Deus] é povo valioso e de grande estima, por isso, faço até o impossível para que esse povo volte a Jerusalém e tenha sua cidade reconstruída e sua vida reconstruída.
 
As pessoas, para Deus, são de alto valor... não por causa de qualidades próprias ou por causa de boas coisas feitas...
Para Jesus é de igual valor o rico, o sábio, como o pobre ou o ignorante; e tal é o amor de Deus por nós e nossa importância para Ele, que Jesus decidiu, voluntariamente, dar-se a morrer pelo perdão de nossos pecados na cruz!
 Deus ama as pessoas e uma dessas pessoas é você... você é para Deus esse candelabro de ouro maciço, valioso, formoso e importante!
 
Amado, se sua vida está destruída, se sua vida está em ruínas, por causa de alguma crise, Deus quer fazer de você um belo lugar de onde Ele viva para sempre.
 
Se você crê em Jesus, você vem a ser como um candelabro de ouro, onde a presença de Deus sempre estará... Não importa qual seja seu problema ou sua situação, Deus quer reconstruir a sua vida, para seu bem e Sua glória. Aleluia!

...e veja isto:
PARA DEUS RECONSTRUIR NOSSA VIDA ELE PROVÊ CONSTANTEMENTE
Lemos no v.2: “...em cima dele [DO CANDELABRO] um vaso para o azeite” ...e no verso seguinte lemos: “Perto do candelabro... duas oliveiras, uma de cada lado”.
Além dessa visão do candelabro, Zacarias vê em detalhe, que este candelabro em sua parte superior tinha um depósito de azeite que, alimentava através de ramos de oliveira, o fogo do candeeiro.
 No v.4, lemos que Zacarias perguntou que significava isso? ...também podemos perguntar: que significa esse vaso de azeite em cima?
 
Significa que a providência não vem do braço forte do homem, mas de Deus... é por essa razão que se diz que o depósito de azeite está acima... é porque Deus sempre provê para o seu povo ir adiante. Aleluia!
 
O azeite, quase sempre simboliza o Espírito de Deus, que constantemente é dado a todo aquele que mantém comunhão com Deus.
Por isso, Deus diz para Zacarias falar a Zorobabel, lemos no v.6, que é esse Espírito de Deus que lhe ajudará a levantar, não só o templo, como também a nação de Israel.
 
E pela boca do profeta Zacarias, Deus manda uma mensagem a Zorobabel: “Não será por meio de um poderoso exército nem pela sua própria força que você fará o que tem de fazer, mas pelo poder do meu Espírito”.
  Quantas vezes temos tentando resolver nossas dificuldades com nossas forças, tentado sair da crise, sair dos problemas, sair das dificuldades, mas sempre caímos...
É porque estamos usando a ferramenta errada: usamos nosso dinheiro, nosso prestígio, nosso poder, nossa própria força e habilidade. Mas Deus está dizendo: “Não é pela sua própria força, é pelo poder do meu Espírito!” ...do meu Espírito! Do meu Espírito!
 
É o Espírito de Deus quem proverá, de maneira inesgotável, o poder e a força para reedificar nossa vida.
 
...quero também mostrar que:
DEUS RECONSTROI NOSSA VIDA AJUDANDO-NOS A SUPERAR OS OBSTÁCULOS
Está escrito no v.7: “Quem és tu, ó grande monte?”
Tem versões da Bíblia que não apresentam o v.7 nesta forma de pergunta, mas na forma afirmativa: “Diante de Zorobabel, altas montanhas vão virar campos planos”. Mas a forma de pergunta é interessante, a NVI da Bíblia traduz até de maneira enfática: “Quem você pensa que é, ó montanha majestosa?”.
 
Deus faz essa pergunta...
Porque esses montes eram os escombros do templo que havia sido destruído...
Também se acredita que este monte represente a oposição que Zorobabel enfrentaria ao reconstruir o templo...
Também crê, alguns, que esse monte é a indiferença que Zorobabel encontraria ao reconstruir o templo...
 
Ah!, seja o que for, Deus falou a Zorobabel pela boca de Zacarias, que ele venceria esse monte... Que ele iria saltar esse enorme obstáculo e iria seguir adiante... Deus falou: “Diante de Zorobabel, altas montanhas vão virar campos planos”.
 
Quando em meio das ruínas de sua vida você observar enormes montes de obstáculos que te impedem seguir adiante, mantenha acesa a chama da fé, porque Deus te ajudará a ir em frente e conseguir vitória.
Alguém disse que se a pessoa fala que não pode, ela acaba não podendo mesmo, mas se ela diz que pode e se convence que pode, então, ela poderá.
  Quando uma pessoa quer ressurgir do meio dos escombros dos problemas, isso não será simples, mas o Senhor te diz hoje, que está te segurando pela mão, e não haverá nada nem ninguém, que faça frente ou impeça o agir de Deus, tornando sua vida bela e próspera.
 
...e, finalmente, lhe digo isto:
SE DEUS RECONSTRÓI NOSSA VIDA, ELE TERMINA A OBRA.
Lemos no v.8, e eu uso a NVI: “As mãos de Zorobabel colocaram os fundamentos deste tempo; suas mãos também o terminarão”. Aleluia!
Zacarias é o profeta de Deus, e dá a Zorobabel, uma última mensagem que é: Zorobabel mesmo dará início à reconstrução do templo e será ele mesmo, o que a verá terminando.
 
Isso, além de ser uma visão é uma promessa na qual Zorobabel devia descansar... Não demoraria e a cidade e o templo estariam completamente levantados e com todo esplendor.
 
Amado, tudo o que Deus inicia em nossa vida, é absolutamente seguro que será terminado.

Em outra parte da Bíblia está escrito: “...aquele que começou boa obra em vocês, vai completá-la até o dia de Cristo Jesus” (Fp 1.6 NVI).
 
Não importa se esteja tão destruída a sua vida, se Deus tem começado sua reconstrução, você irá vê-la concluída!
 
Deus não é como nós que podemos começar algo e nunca terminar... Muitas ocasiões passo por prédios não terminados, por obras não concluídas... Mas a Bíblia nos garante, se você põe a sua vida nas mãos de Deus, Ele iniciará a obra de reconstrução e, não importa quanto tempo leve, ela será completamente refeita, completamente terminada. Deus promete! Aleluia!
 
Ministração.
O homem da história se viu mergulhado em crises fortes, mas quando tudo parecia perdido com o incêndio de sua improvisada casa, Deus mostrou pra ele que não há vida tão arrasada, que Ele não possa reconstruir.
Hoje em dia existem homens, mulheres, meninos, jovens, velhos, famílias, casamentos, igrejas, empresas destruídas...
Todavia, se você considera seriamente a Deus e Sua vontade, Ele pode reconstruir a vida para você...
 
Se sua vida está em escombros, ou a família em ruínas, se seu casamento está sendo destruído, você precisa de uma reconstrução... Então deixe que Jesus faça a parte dEle enquanto você faz a sua... Confie no poder de Deus e Ele reconstruirá a vida para você.